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Vida Extra

Passadiços do Paiva vão reabrir ao público após estragos causados pelo mau tempo

Obras no valor de 25 mil euros, cobertas pelo próprio seguro, foram anunciadas pela câmara de Arouca para o percurso que vai da praia fluvial do Areinho até à de Espiunca

Tiago Martins

Os Passadiços do Paiva estão interditos ao público para realização de obras na sequência de estragos causados pelo mau tempo nas últimas semanas de dezembro, mas o município de Arouca pretende retomar o acesso à estrutura a 16 de janeiro.

Em causa estão arranjos em alguns troços do percurso linear que, ao longo de 8,7 quilómetros, acompanha as escarpas do rio Paiva desde a praia fluvial do Areinho até à de Espiunca, dispondo apenas de quatro pontos de entrada e saída no referido trajeto entre as freguesias de Canelas e Alvarenga.

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Arouca, os estragos foram identificados após a passagem da tempestade Elsa pelo concelho, do que resultou que várias zonas do percurso foram obstruídas pela queda de árvores, pedras e outra vegetação - sendo até que "uma parte da infraestrutura em madeira desapareceu na íntegra, levada pelas águas".

Margarida Belém salientou que "tal como ocorrido noutros pontos do país, os Passadiços também foram afetados pelas tempestades Elsa e Fabien, o que levou ao encerramento da estrutura preventivamente, antes do mau tempo, mas fez atrasar a sua reabertura, depois de identificados os estragos".

A autarquia esteve entretanto a desenvolver trabalhos de limpeza e reparação em todo o percurso, que, várias vezes premiado pela organização internacional dos World Travel Awards enquanto Melhor Atração Mundial no âmbito do Turismo de Natureza e Aventura, deverá reabrir ao público a breve trecho.

"Estamos a preparar a reabertura para essa data, ainda que permaneçam em curso alguns trabalhos de reparação", disse a presidente da câmara.

Os visitantes que já tinham adquirido bilhetes para acesso aos Passadiços neste período de interrupção foram entretanto ressarcidos do valor do ingresso ou transferiram o respetivo usufruto para outra data à sua escolha.

Quando ao custo das obras em curso na estrutura, Margarida Belém espera que esses 25.000 euros sejam cobertos pelo seguro dos próprios passadiços.