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Os Jardins da Gulbenkian vão ficar lindos. Veja como o arquiteto japonês Kengo Kuma os imagina em 2021

Kengo Kuma vem a Lisboa a 10 de dezembro adiantar como irão ficar ampliados os jardins da Gulbenkian e com novas entradas a sul

O arquiteto japonês Kengo Kuma e o paisagista Vladimir Djurovic foram vencedores do concurso internacional para a remodelação dos jardins da Gulbenkian, em Lisboa.

Em 2021, os jardins da Gulbenkian vão ficar maiores e com novas entradas a sul, sendo também alvo de remodelação e ampliação o edifício da Coleção Moderna e a sua área circundante.

A Fundação Calouste Gulbenkian está a promover um programa dedicado aos seus edifícios e ao jardim, que este ano celebram o cinquentenário (à exceção do edifício da Coleção Moderna).

Este programa inclui uma sessão a 10 de dezembro onde irá participar Kengo Kuma, e adiantar o que será, mais no detalhe, a obra de ampliação do jardim da Gulbenkian.

Lançado este ano, o concurso internacional de ideias para o alargamento do jardim da Gulbenkian visou permitir a criação de um novo eixo verde em Lisboa, que vai da Rua Marquês da Fronteira (a sul) à Praça de Espanha (a norte).

Neste concurso internacional participaram 12 ateliês de arquitetura, aos quais foi pedido um projeto com quatro vertentes: que criasse uma nova entrada no Parque, através do 'vértice sul', que é uma alternativa de acesso do público às coleções do museu; que abrisse uma nova área de jardim, promovendo uma integração coerente com o existente e atendendo às áreas de transição; que permitisse o acesso ao edifício da Coleção Moderna e, através dele, aos restantes espaços do Parque; e também que garantisse a ampliação de área da Coleção Moderna e o seu atravessamento.

O júri selecionou, por unanimidade, a proposta da equipa do arquiteto Kengo Kuma. O premiado arquiteto japonês tem uma vasta obra por todo o mundo e é responsável, entre outros, por projetos como o V&A Dundee (UK), Besançon Art Center and Cité de la Musique (França), Maritime History Museum (França), Baisoin Temple ou os museus Nezu, Yusuhara Wooden Bridge, Nasu History, Nakagawa-machi Bato Hiroshige, Kitakami Canal (todos no Japão).

Kengo Kuma trabalhou ainda com o paisagista libanês Vladimir Djurovic, autor da proposta de exteriores para o MAAT e sede da EDP, em Lisboa, e galardoado com o prémio Aga Khan pelo projecto Aga Khan Park.

Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, a proposta da equipa liderada por Kengo Kuma "demonstrou respeito pelos valores existentes, trouxe modernidade e acrescentou valor ao património da Fundação". E também destaca que o projeto do arquiteto japonês "reforça o diálogo entre os edifícios e o jardim, permitindo a reunificação do antigo Parque de Santa Gertrudes" - que, recorde-se, é a parte remanescente do Parque (à exceção da Casa da Fundação Eugénio de Almeida e respetivo logradouro) que foi comprada em 2005 a Maria Tereza Eugénio de Almeida. Após a sua morte, em 2017, a Fundação Calouste Gulbenkian tomou posse da parte sul do jardim, dando início ao processo que, segundo assume, visou "devolver o antigo Parque à cidade".