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Exclusivo: Quando o cinema faz medo - Os melhores filmes para a noite de Halloween

Nada como uma boa escolha para assinalar o Halloween da forma mais assustadora. Em véspera do Dia de Todos os Santos, sugerimos uma jornada de cinefilia de terrífica qualidade com 20 filmes para os quais só os mais corajosos conseguirão olhar. Com escolhas de Francisco Ferreira, Jorge Leitão Ramos, Luís Guerra e Vasco Baptista Marques, recuperamos o artigo publicado na Revista E a 26 de outubro

Jorge Leitão Ramos

Jorge Leitão Ramos

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Jornalista

Um polémico espécime do ‘extremismo francês’: “Mártires”, de Pascal Laugier

Diz-se que em 1896, quando os primeiros espectadores, virgens de cinema, viram em Paris “L’Arrivée d’un train en gare de La Ciotat”, dos pioneiros Lumière, sentiram um pânico coletivo e começaram a querer fugir para o fundo da sala. O facto é lendário, mas é mesmo só isso, nunca aconteceu. É, todavia, curioso que o nascimento do cinema esteja miticamente associado a uma sensação de medo, um medo firmado na suspensão da descrença, na vontade de acreditar que o que está no ecrã é real e, ao mesmo tempo, na vivência do maravilhamento. Vamos ao cinema para que nos contem histórias, claro, mas, sobretudo, para sentir emoções, para rir, para nos empolgarmos, para sentir medo. Muito se explorou esta última sensação no mais de um século que o cinema dura, por vezes numa complexa relação com as vivências do tempo.

Os filmes podem deixar-nos medos duradouros? Podem: quem, depois de “Psico”, de Hitchcock, não sentiu a angústia de não saber o que está do lado de lá da cortina do banho?; quem, depois de “Tubarão”, de Spielberg, não sentiu, em banho de mar largo, que algo de horroroso pode vir lá do fundo, do escuro, do desconhecido? São esses medos que nos mostram que o cinema faz mais em nós que hora e meia, duas horas, de entretenimento, com ou sem pipocas. E é isso que vale a pena.

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