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Vida Extra

Sea Life Porto é o primeiro espaço no país com pegada de carbono positiva

Aquário portuense retira da atmosfera 105% do carbono que emite e antecipa em 30 anos os objetivos gizados pelo Acordo de Paris

D.R.

O orgulho mergulha, por estes dias, nos 500 mil litros de água do Sea Life Porto, com a notícia refrescante de ter navegado, de forma inédita, até alcançar o horizonte de uma pegada ecológica positiva. Ao chegar à meta, traçada pelo Acordo de Paris, com uma vantagem de 30 anos à frente da concorrência, o aquário torna-se, assim, no primeiro espaço do país a conseguir retirar da atmosfera mais carbono do que aquele que emite.

“É fundamental estarmos na vanguarda da luta contra a crise climática. Este é o contributo máximo que podemos dar ao planeta e esperamos que sirva de exemplo para quem nos rodeia”, começa por frisar o diretor-geral Rui Ferreira.

O objetivo foi logrado com a aposta do Sea Life Porto em energia verde e com a colocação de painéis solares no telhado, além de uma “ambiciosa” redução de consumos, materializada na instalação de variadores de frequência energética e na substituição de lâmpadas de halogéneo por tecnologia LED.

Igualmente preponderante foi a aquisição de certificados de carbono, graças a um programa global da ONU e do patrocínio à produção de energia renovável.

Rui Pedro Oliveira

A emissão de carbono desta casa com 5.000 metros quadrados — abrigo amigável para pinguins, peixes-palhaço, peixes-dragão, tubarões-de-pontas-negras ou cavalos-marinhos — atinge as 1108 toneladas, valor que foi compensado em 105%.

“O facto de não termos ficado pela neutralidade carbónica mostra que o nosso compromisso com o planeta e oceanos é total. E por isso estamos a ir mais além do que o Acordo de Paris prevê. Acreditamos que esta é a atitude certa e sabemos que o nosso futuro depende de outros seguirem este mesmo caminho”, aponta Rui Ferreira.

A estratégia permitiu ao Sea Life Porto tornar o consumo sustentável durante 2019, ano em que comemora o 10.º aniversário.