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Vida Extra

A beleza da vida simples

Na simplicidade não se perde eficácia, nem beleza. A simplicidade é intrinsecamente bela

Guta Moura Guedes

A simplicidade não é simples. É, talvez, nos tempos em que vivemos e nas sociedades profundamente urbanizadas, uma das condições mais difíceis de atingir. Ter uma vida simples numa cidade de milhões de habitantes parece quase um paradoxo, mas fazer opções que simplificam a vida não é impossível. Em design algo de semelhante se passa. Resistir ao apelo presente de uma quantidade quase infinita de materiais, soluções e tecnologias quando se desenha um produto ou equipamento é complexo. O excesso de possibilidades muitas vezes é contraproducente se o espírito e o objectivo não forem claros. Olhar para trás, para os tempos onde a simplicidade e a calma eram dominantes, pode ser fundamental para revermos alguns dos processos actuais, quer do nosso modo de consumo quer do nosso modo de desenho.

Há algo importante a reter: na simplicidade não se perde eficácia. Ganha-se normalmente resiliência e poupam-se recursos e tempo. Não se perde também algo essencial, que é a beleza. A simplicidade é intrinsecamente bela. Surge naturalmente porque resulta desse balanço correcto entre gesto, escolha, forma, funcionalidade, material e tecnologia utilizadas que as coisas simples têm. A decisão de consumir poucos recursos num projecto, a decisão de se tentarem utilizar materiais e meios locais e de a partir daí construir uma ferramenta, um objecto, um equipamento, uma casa alicerça essa beleza.

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