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Entrevista a Daniel Oliveira: “O contexto em que se nasce não dita o futuro que se quer construir”

Há um ano à frente da Direção de Programas da SIC e da Direção-Geral de Entretenimento do Grupo Impresa (proprietário do Expresso), Daniel Oliveira conseguiu levar a estação de Paço de Arcos à liderança televisiva. Tanto no trabalho como na vida, não dá nada por adquirido, é um homem que pondera todos os seus passos

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

Tem 38 anos. Mais de metade da sua vida foi passada na televisão. Dos bastidores às direções não houve praticamente nada que não tivesse feito. O trabalho é a sua respiração. O lugar de redenção, que lhe deu sonho e mundo, onde cresceu e se formou ainda adolescente, depois de uma infância pesada. Sobre esse passado, não guardou uma única mágoa. Foi campeão nacional de xadrez quando tinha 14 anos, e antecipa as jogadas olhando para a frente no tabuleiro que soube construir para si próprio.

No último ano, assumiu a liderança da estação, onde, há quase dez anos, encontrou a sua imagem de marca como entrevistador do “Alta Definição”, onde centenas de individualidades de todos os quadrantes da sociedade portuguesa se revelam. Daniel Oliveira prefere este lugar. É um homem reservado, que pondera as palavras e prepara as perguntas antevendo várias hipóteses nas respostas. Nesta conversa, sentado no lugar do entrevistado, apresenta-se.

Em menos de um ano à frente da Direção-Geral de Entretenimento do grupo e da Direção de Programas da SIC, conseguiu inverter os resultados e levar a estação à liderança, depois de doze anos a perder para a TVI. Era previsível que pudesse ser tão rápido?

Sabia que, não sendo uma corrida contra o tempo, teríamos de apresentar resultados tão rápido quanto possível, porque a pressão é diária. Mas tenho de ser sincero: não estava à espera que fosse tão rápido, porque nunca depende só de nós.

Que alterações fez na programação quando assumiu funções?

Apostámos numa programação com uma matriz portuguesa muito mais forte e com maior aproximação à realidade. Aumentámos, na SIC generalista, a produção nacional em 100 horas por mês e em 60 horas a produção em direto. Reinventámos o conceito de daytime, com os programas da Cristina e da Júlia. Redefinimos o género reality, que nunca tinha tido grande adesão na SIC, e conseguimos transformá-lo num programa mais mediático e transversal, com o “Casados à Primeira Vista” ou com o “Quem Quer Casar com o Agricultor”. E reforçámos a ficção nacional com a série “Golpe de Sorte”. Depois há outras variáveis que estão menos sob o nosso controlo, porque o público é soberano e existia uma liderança de doze anos, enraizada e consolidada, da TVI.

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