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Sugestões de fim de semana: Festival de artes transforma a aldeia de Vilarelhos

O certame, chamado PAN, divide-se por Portugal e Espanha. A versão portuguesa arranca agora

Vitor Oliveira / Flickr

A aldeia de Vilarelhos, em Alfândega da Fé, volta a receber, no fim de semana, o festival transfronteiriço PAN, que transforma a pequena localidade transmontana num palco de arte e cultura com o envolvimento de toda a comunidade.

O Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural — o PAN — divide-se por Portugal e Espanha e este é o segundo ano que Vilarenhos é o local escolhido para, do lado português, as ruas se transformarem “em tertúlias poéticas e os edifícios em galerias de arte”, entre sexta-feira e domingo.

O PAN nasceu na aldeia espanhola de Morille, em Salamanca, há 17 anos, e desde 2015 é partilhado com uma localidade portuguesa, com o propósito de levar arte de vanguarda, poesia, música e cultura às populações rurais. Na edição deste ano, Morilhe recebe o festival entre os dias 19 e 21 de julho e Vilarelhos entre esta sexta-feira e domingo (5 e 7 de julho).

De acordo com a organização, “trata-se de uma iniciativa singular, que pretende levar arte a territórios rurais de Portugal e Espanha, promovendo o envolvimento da comunidade e a mostra de artistas de diversas áreas, como a escrita, a pintura, a escultura e as artes performativas e audiovisuais.” Do lado português, as autarquias locais assumem a organização e, segundo informação divulgada pela Câmara de Alfândega da Fé, vão passar por Vilarelhos, durante três dias, “24 poetas, nove artistas plásticos e nove entidades ligadas à promoção cultural”.

O evento oferece também “10 exposições patentes em locais como um pombal e um antigo armazém agrícola já em ruínas, propriedade da Junta de Freguesia, que por estes dias ganham uma nova vida e uma utilização inesperada.”

O programa deste ano tem como tema “ECOARTE” e inclui oficinas de arte, apresentação de livros e projetos culturais, visitas guiadas pelos artistas às exposições, concertos e recitais de poesia. A organização espera “mais de uma centena de pessoas” apenas entre os envolvidos nas diferentes atividades. A promessa é a de que, durante este fim de semana, a aldeia transmontana “terá todas as valências, do ponto de vista cultural, de uma grande cidade”, impulsionadas pelo festival que se propõe “contribuir para que os territórios, ditos de densidade populacional baixa, se elevem novamente”.

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