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Há chefes com estrelas Michelin a abandonar a cozinha. Conheça as histórias de quem mudou de vida

Magnus Nilsson anunciou a saída do meio recentemente, mas antes dele já vários chefes tinham guardado a jaleca, os tachos e as panelas. Tudo por uma vida mais calma

Gerir um restaurante pode ser uma tarefa cansativa. Que o digam alguns chefs pelo mundo fora que tinham restaurantes de grande sucesso, com estrelas Michelin, e acabaram por decidir encerrar esses projetos. A verdade é que são já várias as personalidades que decidiram dar outro rumo às suas vidas e largar a área da restauração.

Magnus Nilsson é um deles. O chefe sueco anunciou recentemente que o seu restaurante, Fäviken, perto de Estocolmo, vai servir o último jantar a 14 de dezembro deste ano. Fäviken tornou-se famoso quando, em 2012, conseguiu entrar diretamente para a 34ª posição do ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo. Apesar de se localizar numa zona isolada, isso nunca impediu que centenas de pessoas quisessem experimentar as maravilhas gastronómicas do chef Nilsson, que sempre apostou no minimalismo e exclusividade, que o levaram a ganhar duas estrelas Michelin.

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Mas agora é tempo de descansar. Magnus Nilsson, num comunicado oficial, declarou que deseja passar mais tempo com a família, dedicar-se à jardinagem e a outros hobbies, como escrever e pescar. “Sinto-me um pouco cansado, depois de tanto tempo de esforço envolvido no desenvolvimento de um restaurante”.

Mas Nilsson não é o primeiro chef com estrelas Michelin que decide deixar de parte as cozinhas. O último a fazê-lo, em Espanha, foi Dani García, que vai encerrar o seu negócio em Marbella a 22 de outubro para abrir uma steak house. O restaurante, com três estrelas Michelin, tem sido um grande sucesso, mas Dani sente que agora chegou a altura de “fazer outras coisas”. “Renunciamos a umas coisas, mas ganhamos outras, e acredito que as que ganho são mais importantes que as que renuncio”, afirmou García. Através do Instagram, mostrou esta quinta-feira que ocupara o último piso do hotel Four Seasons, em Madrid.

O vídeo em que o chefe-estrela André Chiang anunciou o encerramento do seu restaurante

Outro exemplo é o do britânico Marco Pierre White, que obteve a sua primeira estrela Michelin com apenas 33 anos e que cinco anos depois anunciou ao mundo a sua retirada do meio. O mesmo aconteceu com o taiwanês André Chiang, que fechou o seu aclamado restaurante em Singapura, André. Queria voltar ao seu país para transmitir conhecimentos na área da restauração para as próximas gerações de cozinheiros. Fechou as portas do restaurante, fez as malas e pôs-se ao caminho.

Magnus Nilsson admitiu que ter a iniciativa para fechar um negócio próprio é difícil, mas está convencido de que fez a escolha certa. Na entrevista que deu ao Los Angeles Times, o autor do livro “The Nordic Cook Book” confessou que pela primeira vez acordou e não sentiu vontade de ir trabalhar. “Eu sempre soube que o Fäviken não seria para sempre”, declarou ao perceber que este é o momento ideal da sua vida para se dedicar a outras paixões.

Estes são apenas alguns casos de pessoas que decidiram deixar o sucesso e a ribalta para trás ,para apostarem numa vida mais pacata e feliz. Nilsson admitiu que não estava descontente com a vida que levava, mas que tudo o que é bom pode melhorar.

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