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Sem plástico. As primeiras cápsulas de café biodegradáveis são portuguesas

A nova cápsula de café é constituída por um material composto por cana-de-açúcar, mandioca e milho, que substitui o plástico

Imagem das novas cápsulas “eQo”

Imagem das novas cápsulas “eQo”

Delta Cafés

Várias empresas, supermercados e restaurantes estão a apostar em substitutos do plástico e a implementar políticas ambientais. Desde sacos, palhinhas, copos, talheres e até garrafas de água, são cada vez mais os produtos “amigos do ambiente” presentes no mercado português.

A marca de cafés Delta Q, apresentou esta quarta-feira, dia 15 de maio, o lançamento da primeira cápsula de café produzida a partir de materiais biodegradáveis. A nova cápsula “eQo” não usa plástico — a base é vegetal e biológica, feita a partir de cana de açúcar, mandioca e milho. No entanto, por se tratar de um produto biodegradável e 100% orgânico, tem uma validade reduzida, de apenas 90 dias.

Com entrada no mercado prevista para o segundo semestre deste ano, esta inovação garante ter 0% de plásticos, 0% de micro-plásticos e 0% de alumínio, ou seja, será a primeira cápsula de café com tripla certificação de sustentabilidade. “Será lançada para o mercado com um blend novo, ao qual chamamos eQo: da natureza para a natureza”, anunciou Rui Nabeiro, presidente da empresa.

Imagem da embalagem das novas cápsulas “eQo”

Imagem da embalagem das novas cápsulas “eQo”

Delta Cafés

Ainda, a embalagem do novo produto é feita a base de cartão totalmente reciclável, com certificação FSC (que assegura que o produto provém de uma floresta gerida de forma sustentável) e impressa com tintas biológicas.

O presidente do grupo fez o comunicado na Estufa Fria de Lisboa, e garantiu que a marca tem como objetivo transformar a totalidade dos cartuchos atuais de café para uns 100% biodegradáveis até 2025.

Para além das cápsulas sustentáveis, a Delta Cafés pretende reforçar a frota elétrica da empresa.“Atualmente, 20% da frota comercial total é elétrica, sendo que 100% da frota em Lisboa já o é”, explicou o CEO, esta quarta-feira. Acrescentou que, em 2025, a marca pretende ter 100% da frota comercial ativa na vertente elétrica.

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