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À conversa com Laetitia Casta: “Eu nasci camponesa, não tenho nada de parisiense”

A atriz e modelo francesa fala-nos de “A Incrível História do Carteiro Cheval”, de Nils Tavernier, que já se estreou nas salas

MIGUEL MEDINA/AFP/GETTY IMAGES

No termo do século XIX, Joseph Cheval, carteiro e homem modesto, casa-se com Philomène e da união nasce Alice, uma filha que ele adora. Joseph decide então construir-lhe um palácio excêntrico e, nos 33 anos seguintes, à medida que lhe chamam louco, vai dando forma a esse edifício que o tornará famoso e que influenciará os surrealistas. Laetitia Casta interpreta Philomène e contou-nos mais sobre “A Incrível História do Carteiro Cheval”, filme que, apesar do seu título, é baseado em factos verídicos.

Gostou de rodar este filme naquele palácio formidável?

Sim, é fantástico, eu senti-me uma criança ao descobrir aquele lugar feérico, improvável, completamente louco.

Conhecia a história do carteiro Cheval?

De forma alguma, nunca tinha ouvido falar. Descobri tudo com o argumento do filme. O palácio que ele construiu foi-me mostrado por fotografias. Estão ali 33 anos da sua vida. E é um projeto de doidos. Antes de ser carteiro, Cheval tinha sido padeiro.

O filme é fiel à biografia de Cheval?

O filme retirou da biografia o mais importante. Ele tinha tido outra família antes de conhecer Philomène. Era um homem modesto, de poucas palavras. Ao mesmo tempo, tinha todos os sintomas de uma pessoa desequilibrada, maníaca, obsessiva e isto tornou a personagem muito mais interessante para o Jacques Gamblin, que o interpreta neste filme.

O que é que lhe interessou no papel de Philomène?

Acho que, à partida, olhei para ela apenas como uma mulher submissa que vive em função do marido. Depois dei-me conta de que isso era um cliché. Philomène, na verdade, é uma dessas heroínas matriarcais que têm muito mais poder do que aquilo que se julga porque ela é o pilar de uma casa. Vive ao ritmo das estações, tem uma força e uma sabedoria que vêm da Terra, e a inteligência no coração. Faz-me lembrar as minhas avós.

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