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A morte anda no ar

A poluição no ar mata à escala global e as ameaças à nossa saúde são muitas vezes invisíveis. A Ásia é o continente mais afetado, mas a Europa ainda tem um longo caminho a percorrer para erradicar o problema

Getty Images

No passado dia 30 de abril, uma mulher italiana chamada Margherita Tolotto fez a seguinte afirmação: “É chocante que mais de metade dos governos da União Europeia não tenha cumprido o prazo para algo tão importante.” Margherita não é uma professora enfurecida com o desleixo dos seus alunos, mas sim diretora de Políticas para o Ar e Ruído do Gabinete Europeu do Ambiente (GEA). E está preocupada com o ar que todos nós andámos a respirar: “Todos os dias de atraso no corte da poluição do ar significam mais pessoas a sofrer as consequências na sua saúde.” A explicação é simples: 15 países da União Europeia não cumpriram o prometido e falharam a entrega dos seus programas estratégicos para reduzir a poluição do ar. Tinham até ao final de abril para o fazer. Entre os países em falta estão a Alemanha, a França e a Espanha.

Este puxão de orelhas acontece poucos meses depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter revelado que a poluição do ar — tanto a ambiental, na rua, como a interior, em casa — causa a morte prematura de sete milhões de pessoas por ano, de várias formas: doenças cardíacas (31%), pneumonia (21%), acidentes vasculares cerebrais (20%), doença pulmonar obstrutiva crónica (19%) e cancro do pulmão (7%). Ou seja, as consequências da poluição no ar não se cingem apenas a irritações na pele e náuseas. A esmagadora maioria dessas mortes (91%) ocorrem em países pobres, de baixo e médio rendimento, sobretudo na Ásia (4 milhões de mortes prematuras) e em África, em que a poluição do ar mata em média 1 milhão de pessoas. Já na Europa, a OMS estima que a poluição atmosférica cause 500 mil mortes evitáveis por ano, enquanto que na América o número é de 300 mil.

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