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Clara Ferreira Alves escreve sobre Bernard-Henri Lévy, o viajante imparável que para por Lisboa em maio

O que o faz correr atrás de causas que ele mesmo cria e ajuda a criar pelo mundo fora? A última é a Europa, a raiz de um monólogo que escreve, encena e interpreta nos teatros das cidades europeias, defendendo um continente em crise. Em ruínas, diz. Bernard-Henri Lévy chega a Lisboa em maio

Clara Ferreira Alves

Clara Ferreira Alves

Escritora e Jornalista

JOEL SAGET

O homem podia ser um perfeito lugar-comum. E perfeito aqui quer dizer perfeito, no sentido de completamente bem feito. Com a diferença de que esse lugar-comum é um auto da criação, a de BHL pelo próprio. BHL é como é conhecido no mundo e rara é a gente famosa pelas iniciais. Bernard-Henri Lévy é o cruzamento feliz de um judeu culto e bem nascido com a sobranceria parisiense dos bons bairros. E um representante dessa elite liberal e internacionalista, crente na consciência dos usos e costumes, na defesa dos direitos humanos e da democracia capitalista como fundamento da política das nações e dos nacionais. A elite que os populistas e os demagogos detestam e querem abolir. Isto irrita BHL. E BHL irrita muita gente, incluindo os franceses que não suportam a insistência em permanecer no centro do palco e da discussão, contra tudo e contra todos por vezes, e que o acusam de ter o narcisismo físico como motor da vida intelectual. Estes querem ver os estilhaços do espelho no chão.

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