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Um passeio com Duncan Wardle: “Quando era chefe de inovação, usava ideias de toda a gente”

Teve um papel importante em ideias como a “pulseira mágica”, que aumentou a velocidade de circulação dos visitante nos parques da Disney, quando era vice-presidente da empresa. Hoje corre o mundo a falar de inovação. Vai estar em Lisboa, quinta-feira, no Growth Forum, conferência sobre Portugal e a economia global, na Fundação Champalimaud

Luís M. Faria

Jornalista

D.R.

Em termos gerais, do que vem falar a Lisboa no dia 11?

A próxima década será a mais destrutiva das nossas vidas. Por três razões. Primeiro, a inteligência artificial. Ela vem aí, e muito rapidamente. Os robôs serão milhares de vezes mais inteligentes do que a raça humana daqui a 15 anos. A segunda razão são as mudanças que enfrentam grandes marcas, como a Ford, a Coca-Cola... Durante 110 anos, elas trabalharam sempre da mesma forma. Nós construímos, e eles hão de vir. Nós fazemos carros, e vocês compram. Nós fabricamos bebidas, e vocês compram. Durante 110 anos, funcionou. Chamava-se a isto a abordagem baseada no produto. É muito difícil para essas grandes companhias mudarem de atitude e passarem a centrar-se no que o consumidor quer.

Qual é a terceira razão?

É a Geração Z. São mais novos do que os millennials e interessam-se mais pelo propósito do que pelo lucro. E as empresas começam a perceber que não só as pessoas não comprarão os seus produtos se não acreditarem naquilo que elas representam mas também que não querem trabalhar nelas. Esta geração tem de acreditar naquilo que as empresas são. Se elas não representarem nada, não lhes compram os produtos. Os clientes de uma empresa de ferramentas, digamos, estão a pensar na sua cozinha de sonho, não em martelos e chaves de parafusos. A empresa deve ter isso em conta, até porque amanhã pode estar a vender outra coisa. Daqui a 15 anos, toda a gente pode ter uma impressora 3D. 20% a 25% do que hoje se compra na Amazon será impresso em nossa casa. Se podemos imprimir uma mesa, para que é que precisamos do martelo ou da chave de parafusos? Uma empresa que continue concentrada apenas nos seus resultados trimestrais e não no seu objetivo acabará por fechar portas. Isto aplica-se a todas as indústrias. Infelizmente, quanto mais conhecimento acumulado temos, mais razões descobrimos para achar que uma ideia nova não vai funcionar.

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