Perfil

Vida Extra

Uma invasão de robôs entre as salas do MAAT, em Lisboa

Habitam há muito as histórias de ficção mas, na verdade, já estão entre nós...

Bruno Lopes / Fundação EDP

Chamamos-lhes robôs, palavra que a ficção científica em língua inglesa rapidamente vulgarizou depois de ter ‘nascido’ numa peça de teatro do checo Karel Capek estreada em 1920. Tinha por título “R.U.R.” e apresentava seres artificiais aos quais chamava, em checo, robota (palavra cujo sentido pode ser o de “trabalhador forçado”). Não é por acaso que, entre a primeira das salas de “Hello, Robot. Design Between Human and Machine”, que está patente no MAAT (Lisboa) até 22 de abril, há uma referência a esta peça de teatro. De resto, é entre a ficção e a realidade que essa sala serve para nos convidar a entrar na exposição. Concebida como os antigos gabinetes de curiosidades, a sala coloca-nos uma questão: já conhecemos um robô? As primeiras respostas chegam pelas memórias do cinema e da música. Está ali o pequeno R2-D2 de “Star Wars”, uma coleção de pequenos robôs em lata dos anos 50, e imagens que cruzam os tempos desde o “Metropolis”, de Fritz Lang, ao mais recente “Robots of Brixton” (2011), uma curta de vídeo arte de Kibwe Tavares, passando por um anuncio publicitário de 1939 que imaginava o futuro de uma família com um robô em casa, stills de “I, Robot”, filme de 2004 de Alex Proyas baseado num texto de Isaac Asimov, um dos mais importantes autores de ficção científica a explorar a presença de robôs nas suas narrativas. Num ecrã passam imagens de “2001: Odisseia no Espaço”, de Kubrick, ou do teledisco de ‘The Robots’, dos Kraftwerk... A todas estas experiências de ficção esta mesma sala lembra que, afinal, já conhecemos robôs que habitam entre nós. E entre eles estão os drones, que já estão no nosso quotidiano.

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.

Siga Vida Extra no Facebook e no Instagram.