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O regresso da vida a Chernobyl após o desastre nuclear

Alces, lontras, lobos, raposas, veados, águias ou lontras são alguns dos espécimes que mostram a resiliência da vida num dos mais inóspitos lugares do planeta

GETTY/ Sean Gallup

A vida regressa ao rio Pripyat. Alguns peixes são colocados nas águas contaminadas, presas fáceis ali libertadas por um grupo de cientistas, sedentos para perceberem que espécies ainda subsistem na Zona de Exclusão de Chernobyl, três décadas após o maior acidente nuclear da história, ocorrido a 26 de abril de 1886. Lontras, águias-de-cabeça-branca e martas-americanas não se demoram e aparecem para o oferecido banquete.

A equipa internacional de investigadores - liderada pelo écologo James Beasley, da Universidade da Georgia - procura por vida num lugar fantasma, na zona estabelecida de segurança de 30 quilómetros ao redor da antiga central nuclear.

Sean Gallup

E os resultados fazem brotar esperança, uma vez que, desde 2016, já foram avistadas 15 espécies, como alces, javalis, veados, lobos, raposas e cães-guaxinim, que contra todas as probabilidades, afiguram-se, na opinião de Beasley, como o “testemunho da resistência da vida selvagem quando se liberta das pressões humanas”.

GETTY / Sean Gallup

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