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Por que passamos frio dentro de casa?

A antiguidade das habitações, a falta de isolamento e o elevado custo da eletricidade congelam a realidade de muitas famílias portuguesas, quando o inverno bate à porta e o frio entra sem ser convidado

O cenário treme nos lares nacionais, de acordo com o relatório de atividades do IFRRU (Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas), onde as conclusões deixam à vista algum bolor: aproximadamente “um milhão de edifícios necessitam de intervenções, dos quais 80 por cento têm idade superior a 30 anos, representando cerca de um terço do parque habitacional” vetusto e com telhados de vidro. A falta de isolamento provoca calafrios na eficiência térmica e torna-se necessário quebrar o gelo relativamente a um problema residente dentro de portas. “Tenho muita humidade. É só humidade. A respeito da casa é só humidade, muita humidade. Era só pintar isto com uma tinta que não desse para ter mais humidade”, queixava-se dona Laura, com palavras congeladas num dos vídeos mais célebres dos apanhados jornalísticos.

Os dados são transparentes, como o gelo, e evidenciam, com certeza, as frias casas portuguesas, apesar do clima mediterrânico, com uma temperatura média anual que oscila dos 4 graus Celsius no interior montanhoso até 18 graus no sul, na bacia do Guadiana. Um levantamento, efetuado em 2017, pelo Portal da Construção Sustentável, em colaboração com a Quercus, faz transparecer que 18 mil famílias sentem na pele as “condições precárias” de “carências habitacionais”. O mesmo relatório indica que 74 por cento dos inquiridos consideram as residências frias durante os meses álgidos e apenas 1 por cento dos participantes vive numa habitação termicamente confortável. Os aquecedores têm, portanto, paragem quase obrigatória na estação de inverno — quando a taxa de mortalidade devido ao frio acresce 28 por cento —, mas esta solução é travada pelo preço da eletricidade, uma vez que Portugal tem a terceira tarifa mais cara da Europa, apenas superado pela Bélgica e a Dinamarca, países onde os cidadãos possuem um poder de compra muito superior ao verificado em solo nacional.

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