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Viagra — firme e hirto

Foi descoberto por acaso, considerado uma “blasfémia” pela Igreja Católica e fonte inesgotável de anedotas mesmo dentro da farmacêutica que o criou. Mas em 20 anos o pequeno comprimido azul revolucionou a vida sexual de milhões de pessoas

FOTOGRAFIA GETTY IMAGES

Sandwich, outrora um importante porto no sudoeste de Inglaterra, é uma cidade repleta de histórias ímpares. Foi por lá, por exemplo, que, durante a invasão romana da Britânia, o imperador Cláudio fez entrar o primeiro elefante de que há registo na Europa do Norte. E se o lugar dá nome à iguaria conhecida em todo o mundo, a culpa será de John Montagu, 4º conde de Sandwich, que, algures na segunda metade do século XVIII, terá pedido que um pedaço de carne lhe fosse servida entre duas fatias de pão para não interromper um jogo. Hoje, a pequena cidade, com menos de cinco mil habitantes, é mais conhecida por ser a terra onde nasceu o medicamento que operou uma verdadeira revolução sexual e cultural: o Viagra, que chegou ao mercado português há pouco mais de 20 anos, em setembro de 1998.

A história do pequeno comprimido azul em forma de diamante começa num acaso. Quando, em 1989, uma equipa liderada por David Brown sintetizou no laboratório da Pfizer em Sandwich um composto conhecido como citrato de sildenafila (o princípio ativo do Viagra) o objetivo era usá-lo para tratar a angina, uma condição clínica que ocorre devido à diminuição da quantidade de oxigénio fornecida ao coração. Porém, os ensaios clínicos do fármaco — que promove a dilatação dos vasos sanguíneos para melhorar a circulação do sangue –não produziram os resultados esperados. Por isso, em junho de 1993, o cientista recebeu um ultimato: tinha três meses para apresentar resultados ou o projeto era encerrado.

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