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Wasteapp. Esta aplicação vai ajudá-lo a colocar o lixo no lixo e a “reciclar mais e melhor”

Já é possível encontrar o local certo mais próximo de casa para destinar 50 tipologias diferentes de resíduos

carla tomás

Muitas pessoas não sabem onde colocar os resíduos que não cabem nos ecopontos e que não deviam ir parar ao lixo indiferenciado. Outras não sabem, sequer, o que pode de facto ir para reciclagem. Certo é que há muito que se aguardava por informação acessível que ajude as pessoas a encaminhar melhor o lixo que têm em casa.

Foi a pensar nesta realidade que o Grupo de Resíduos da Quercus, em parceria com a Fundação Vodafone, desenvolveu uma aplicação para ajudar as pessoas a “reciclar mais e melhor”. Chama-se “Wasteapp” e pode ser aqui descarregada ou testada gratuitamente para qualquer smartphone, tablet ou computador.

Veja o vídeo da campanha da Wasteapp:

Através desta aplicação já é possível encontrar o local certo mais próximo de casa para destinar 50 tipologias diferentes de resíduos, desde embalagens de plástico, a carros em fim de vida, passando pelas escovas de dentes, os medicamentos, as lâmpadas, os óleos usados, ou os velhos CD e os eletrodomésticos, entre outros.

Foi preciso um ano para a Quercus construir a base de dados que agora com um pequeno clique facilita a vida a cada um de nós. “O lançamento desta nova ferramenta reflete o esforço da Quercus em melhorar os níveis de reciclagem dos portugueses, através da informação e da ajuda prática”, sublinha Carmen Lima, coordenadora do Grupo de Resíduos da Quercus. E lembra que um inquérito feito pela associação ambientalista concluiu que “os Portugueses querem reciclar, mas não sabem fazê-lo”.

Com esta app é mais fácil encontrar o local mais próximo onde entregar o que se quer deitar fora e o que se deve ou não colocar no ecoponto. “As pessoas pensam que tudo o que é de plástico pode ir para o ecoponto amarelo, mas não é bem assim”, afirma Carmen Lima, explicando que um alguidar de plástico não entra no mesmo circuito que uma garrafa PET porque “não pagou ecovalor”. Ou que a embalagem de cartão de um xarope deve ser entregue na farmácia juntamente com o frasco, porque entra na fileira dos resíduos de medicamentos e não na do ecoponto azul.

Como há ainda muitos ajustes a fazer e informação a acrescentar, Carmen Lima apela: “Todas as pessoas podem ajudar, informando a Quercus de outros locais que recebam materiais para valorizar ou reciclar e que não tenham sido considerados na aplicação".

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