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O que os portugueses mais querem proteger na internet - e 5 dicas para o fazer melhor

Estudo feito pela YouGov para a Google entrevistou mais de mil portugueses. A gigante dá também cinco conselhos para uma navegação mais segura

Sergey Zolkin / Unsplash

Os portugueses apontam os dados pessoais e os dados bancários como o tipo de informações que mais se preocupam em proteger na Internet, revela um estudo da YouGov, divulgado esta terça-feira.

O estudo, realizado para a Google sobre o comportamento dos portugueses na internet no âmbito do dia da Internet + Segura, concluiu ainda que metade dos portugueses “já passaram por alguma tentativa de 'phishing' [tentativa de obter informação]" por 'mail”. Quase dois terços dos entrevistados (64,03%) apontaram que a informação financeira (dados bancários) era o mais preocupava proteger 'online', seguida da informação pessoal (por exemplo, morada), referida por 14,18%. Menos de 10% (7,29%) dos inquiridos manifestou preocupação em proteger momentos pessoais na Internet, como fotos de família.

O estudo baseou-se em 1.007 entrevistas a portugueses adultos, realizadas entre 27 de dezembro e 8 de janeiro últimos, e os dados são ponderados e representativos da população adulta portuguesa. Questionados se utilizam a autenticação de dois fatores para garantir a segurança das contas na Internet, um quarto dos entrevistados (24,89%) disse que o fazia “em todas”, mas a maioria (45,13%) afirmou que só o fazia “em algumas”. Mais de um quinto (21,90%) dos entrevistados “não utiliza em nenhuma” das contas 'online' dois fatores de autenticação. Relativamente a terem um número de telefone de recuperação ou endereço eletrónico nas contas 'online', o estudo refere que 41,91% dos portugueses utiliza uma destas opções, enquanto 11,67% afirma não o fazer.

Sobre a análise regular das ferramentas de segurança na Internet, a maioria (28,54%) afirmou “nunca” fazer, e mais de 12% disse que o fazia “mais de uma vez por mês”, a mesma proporção dos que realizam este procedimento “uma vez por mês”. No que respeita a atualização de palavras-chave nas contas 'online', um quarto (25,11%) disse que tal era “menos regular do que uma vez a cada seis meses”, seguida dos que nunca o fazem (15,44%). A atualização uma vez em cada seis meses foi respondida por 13,45% e 11,10% apontaram que o faziam uma vez a cada dois/três meses.

Para a Google, quando as pessoas estão 'online' não deveriam ter de se preocupar com a segurança das suas informações”, refere a tecnológica em comunicado, dando como exemplo que a 'machine learging' (automação) “ajuda o Gmail a impedir que mensagens falsas de 'spam' e 'phishing' apareçam na caixa de entrada e com precisão de 99,9%”.

A Google destaca cinco dicas para os portugueses manterem a segurança na Internet: manter o 'software' atualizado, usar palavras-chave únicas para cada conta, ter um número ou 'mail' para recuperar uma conta, fazer o 'checkup' de segurança da Google e adotar a autenticação de dois passos.

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