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O que se passa, WhatsApp?

Nasceu para que os utilizadores pudessem falar em segurança e liberdade, mas tornou-se um lugar bem diferente. Hoje é também na aplicação utilizada por 1,5 mil milhões de pessoas que circulam notícias falsas, se planeiam ataques terroristas, promovem políticos extremistas e se reúnem pedófilos para partilhar imagens e vídeos. O próximo passo do WhatsApp é começar a dar (muito) dinheiro. Mas resta saber a que preço

alex gozblau

A vida no WhatsApp não é como a vida real, é infinitamente mais rápida, e talvez isso justifique como a aplicação ajudou a mudar o mundo nos últimos tempos. Ou como este mundo mudou com apenas uma aplicação. É que cada mês no calendário são mais de 28 mil milhões de horas, mil milhões de dias ou 3,2 milhões de anos na app. É como se o espaço e o tempo ganhassem uma dimensão diferente em menos de nada. Os números são avassaladores e este planeta-app não para de crescer.

O WhatsApp foi a aplicação com mais downloads do último ano — em 2018 houve 779 milhões a descarregar o WhatsApp para o telemóvel —, é a mais utilizada do mundo e põe 1,5 mil milhões de pessoas em contacto diariamente, mas o facto de se ter tornado um gigante fez dela um monstro voraz que tudo come. Nem sempre foi assim, mas a estratégia de crescimento acelerado funcionou e as medidas dos últimos tempos só o fizeram acelerar. O WhatsApp sempre foi gratuito mas hoje está incluído nos planos de dados de grande parte dos tarifários à escala global e isso fez dele um vício para milhões. É nele que se passa uma boa parte do dia, no entanto isso não é um exclusivo da plataforma.

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