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Vida Extra

Estas são as tendências de alimentação para 2019

Uma lista com alimentos novos, outros menos novos, todos cada vez mais procurados. Por uma saúde (e umas fotografias) melhor

Brooke Lark

Restaurantes que soam a estrangeiro, do trendy ao gourmet, já deixaram de soar a novo, o que não significa que tenhamos conseguido levar a comida que nos surpreende quando vamos fora para dentro das nossas próprias - e singelas - cozinhas. A lista de alimentação que todos os anos é produzida pela Food & Drink Resources vai além do que diz ser: não só identifica tendências, como acaba por criá-las.

O Vida Extra espreitou a de 2019 e conta-lhe o que lá está.

Cocktails generosos: há algo que é preciso ter em mente quando se fala de tendência de alimentação - é que o exterior também conta. Cocktails dão excelentes fotografias no Instagram, e isso é cada vez menos um fator menor. O relatório da Food & Drink diz-nos que os cocktails bem guarnecidos são cada vez mais procurados, pelo que levam dentro e pelo que se vê de fora.

Comida fermentada: atinge níveis cada vez mais altos de procura pelas potencialidades que revela no funcionamento do organismo. E assim deverá continuar a ser em 2019, ano em que deverão começar a surgir algumas novidades no mercado, como produtos fermentados que resistam mais no tempo, como a granola ou a aveia do pequeno-almoço, por oposição aos fermentos da manhã de curta duração, como os iogurtes.

Verdes e selvagens: desde o início dos tempos que as crianças fogem das verduras como rato de gato, mas os tempos mudam e os gostos mais ainda. Brócolos, courgettes, beringelas ou alho-francês são já parte do menu quotidiano. Em breve, juntar-se-ão outras, mais exóticas, menos conhecidas, como a chicória, uma super verdura nascida na região mediterrânica da Europa e pronta a conquistar outros territórios.

Pratos de inspiração israelita: o estudo é norte-americano e é preciso ter isso em conta quando se olha para uma lista como esta, ainda que também a comida esteja num crescente processo de globalização. A relação de proximidade entre EUA e Israel explica outra parte desta tendência.

Nootrópicos: não são os “comprimidos inteligentes” de que se fala em Silicon Valley, e cuja designação de 'droga' não os isenta de polémica, mas a ideia é que façam o mesmo: melhoram a capacidade de memorização. Especialmente importantes para quem estuda ou tem trabalhos onde o estímulo é constante, alimentos como azeite virgem extra, ovos ou outros que potenciem o funcionamento do cérebro vão manter lugar de destaque nas listas de compras.

Café e derivados: um texto não chegaria para a quantidade de estudos que tem surgido a apelar aos benefícios do café. De manhã, à noite ou à tardinha, o café é pretexto para uma pausa no trabalho, para três dedos de conversa e um boost de energia. Em alguns estados norte-americanos, esse impulso tem outras formas e as bebidas e infusões com canabinol (CBD), óleo extraído das sementes de cânhamo (Cannabis sativa L.), popularizam-se ao ritmo do debate, que se mantém: benéfico ou prejudicial? Indesmentível é que a substância não tem efeitos alucinogénios por si só, por isso é absolutamente legal.

Comida georgiana: Lisboa já tem um (o “Treestory” abriu este ano), mas não é só por aqui que se começa a descobrir a comida da Geórgia. Nos EUA, começou por se espalhar uma espécie de pizza georgiana, chamada khachapuri, à qual se juntam agora outros pratos, da street food à cozinha tradicional. Fique atento, que este é um caminho sem volta.

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