19h00 25 Nov 18
Pelo menos num ponto, Fernando Rosas e Vasco Pulido Valente estiveram, muito recentemente, de acordo. Para ambos, a ciência política, enquanto disciplina de análise dos processos sociais e políticos, é irrelevante. O consenso é tão inesperado quanto intrigante. Como é que dois dos mais conhecidos historiadores e intelectuais públicos portugueses — com posições políticas diferentes, expressas, respetivamente, numa conferência na Biblioteca Nacional (15-11-2018) e numa entrevista ao “Público” (21-10-2018) — convergiram no mesmo desprezo por uma disciplina, não sei ao certo explicar.
Inveja corporativa dos historiadores em relação aos politólogos? Denúncia de uma disciplina que impõe os seus métodos comparativos e arrisca análises em grande escala, em detrimento do estudo do facto único ou das particularidades históricas? Desconfiança, um tanto ou quanto provinciana, por parte de quem pouco circulou internacionalmente, desconhecendo os campus universitários norte-americanos, que se afiguram hegemónicos na produção da ciência política? Suspeição, mais ou menos conspirativa, em relação a uma ciência que parece não passar de uma forma de ideologia, ao serviço do Estado?
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