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O homem que descobriu a Grande Ilha de Lixo no Pacífico vem a Portugal. E não traz boas notícias

O capitão Charles Moore falará sobre a sua experiência no Dia Nacional do Mar. A ilha, composta principalmente por plástico,nunca parou de crescer e já atingiu uma área de 1,6 milhões de quilómetros quadrados — 17 vezes maior do que Portugal

Reinhard Dirscherl // Getty Images

Foi há duas décadas que o capitão Charles Moore descobriu a Grande Ilha de Lixo no Pacifico, no Pacífico Norte, e desde essa altura que se dedica a estudar e a monitorizar a acumulação de plástico no mar. Agora, o homem que trouxe para o debate público o problema do plástico nos oceanos, apresenta-se na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA).

O objetivo é “expor como foi descobrir a primeira grande massa de lixo oceânico e a importância do trabalho que tem vindo a desenvolver” desde 1997 e o encontro está marcado para o próximo dia 16, data em que se assinala o Dia Nacional do Mar, no Grande Auditório da FCT NOVA.

No mesmo dia em que é partilhada “a experiência de quem já anda há 20 anos a ver o mar encher-se de lixo” — a ilha composta principalmente por plástico nunca parou de crescer e já atingiu uma área de 1,6 milhões de quilómetros quadrados, 17 vezes maior do que Portugal —, junta-se ao debate um novo nome.

Antigo aluno da FCT NOVA, João Frias é investigador no Galway-Mayo Institute of Technology, onde desenvolve um projeto de gestão de microplásticos, também estará presente. “From Portugal to the World: My journey to reduce marine litter and microplastic pollution in the ocean” é o nome do seu ponto no programa.

O encontro, cujo programa pode conhecer aqui, é resultado de uma parceria com o American Corner, o DCEA— Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente e o MARE — Centro de Ciências do Mar e do Ambiente. A entrada é gratuita mediante inscrição, que pode ser feita aqui.

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