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O Facebook fechou centenas de páginas esta semana. Saiba porquê

O encerramento de 559 páginas e 251 contas pessoais é a maior remoção de conteúdo já feita no Estados Unidos, conta o The New York Times

Dan Kitwood/Getty

A cada nova eleição, seja em que ponto do globo for, crescem as suspeitas sobre eventuais influências externas nas campanhas eleitorais, com as redes sociais a serem o principal veículo dessas manobras. Se a vitória de Donald Trump em 2016 continua a ser motivo de suspeita - e de investigação sobre o papel russo nesse resultado -, não é diferente o ambiente político no Médio Oriente, no Reino Unido, com o seu ainda longe de resolvido Brexit, ou na própria Rússia.

“As pessoas têm de confiar nas conexões que criam no Facebook”, lê-se no comunicado lançado esta quinta-feira pela rede social, em que garante estar “a reforçar a política contra páginas, grupos e contas criadas para agitar o debate político”. Muitas vezes disfarçadas de fóruns de debate, estas contas são na verdade “fábricas de anúncios”, que infringem as regras da plataforma e apresentam conteúdo e spam “não autênticos”. É por isso, continua o comunicado, que “temos uma política que proíbe o comportamento não autêntico coordenado - redes de contas ou páginas que trabalham para enganar os outros sobre quem são e o que estão a fazer”.

O resultado foi o fecho de cerca de 800 contas, mais precisamente 559 páginas públicas e 251 contas privadas, todas suspeitas de violarem as regras de publicidade e segurança, e com atividade a partir dos Estados Unidos - uma novidade em relação ao que tem acontecido nos últimos tempos, em que a desinformação vem de fora. O combate contra as notícias manipuladas vem numa altura em que se aproximam as eleições intercalares nos EUA, marcadas para novembro, e depois de o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, ter dito que a rede social está “mais bem preparada” para esse combate.

Enquanto isso, nas eleições do Brasil ganha força uma outra rede, também pertença do grupo Facebook: é no Whatsapp que se tem feito boa parte da campanha de onde sairá o próximo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro ou Fernando Haddad.

Leia o comunicado do Facebook na íntegra aqui.

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