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Forte de Peniche prepara-se para ser uma atração turística

É uma virar de página para a fortaleza que recebeu presos políticos do Estado Novo - que vai ser requalificada com vista a tornar-se num centro interpretativo sobre o património militar

Marcos Borga

A Câmara de Peniche assinou contrato para iniciar a empreitada de requalificação do Forte da Consolação, orçada em 459 mil euros, para aí criar um centro interpretativo sobre o património geológico e defensivo-militar, disse esta segunda-feira o seu presidente.

Henrique Bertino explicou que a empreitada já foi consignada, depois de ter obtido o visto do Tribunal de Contas, e que o empreiteiro está a instalar o estaleiro para esta obra, no distrito de Leiria.

A intervenção, comparticipada em 85% por fundos comunitários, vai decorrer durante nove meses.
Devido aos invernos rigorosos, o Forte da Consolação chegou a estar em risco de segurança, na sequência de uma derrocada ocorrida em 2010, que, apesar de não ter causado vítimas, obrigou a câmara a pedir ao Ministério do Ambiente uma intervenção com caráter de urgência.

A empreitada de consolidação da arriba, em cima da qual o forte foi construído, ficou concluída em 2015.
A autarquia pretende aí instalar um centro interpretativo sobre o património geológico do concelho de Peniche e sobre sistema militar defensivo, e ainda um espaço multiúsos para conferências.

Em 2017, o Forte da Consolação foi cedido pelo Estado ao município por um período de 25 anos. O Forte da Consolação foi construído em 1641 com a finalidade de reforçar a defesa de Peniche, no âmbito da estratégia desenvolvida para a linha costeira de Portugal.

Em 1947, depois de estar desativado das suas funções militares, chegou a ser ocupado como colónia de férias.
Em 1978, foi classificado como Património Nacional.