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Vida Extra

Dez palácios reais europeus que não pode deixar de visitar

Um percurso em dez paragens por grandes residências reais europeias. Dez histórias que passam por tempos diferentes e que refletem não apenas o estado das artes mas também as narrativas políticas e sociais de então

Nascido de um antigo pavilhão de caça, o palácio de Versalhes foi crescendo com intervenções de Luís XIII e do seu sucessor, o “Rei Sol”, que fez dele o símbolo maior do poder do regime

Frederic Stevens/Getty Images

Integradas em circuitos turísticos, com portas abertas a visitantes, as antigas grandes residências reais são museus que fixam memórias não apenas da história da arte mas também de vivências sociais e políticas dos tempos em que foram habitadas. Dos castelos herdados da Idade Média aos grandes palácios dos séculos XVII a XIX, chegando aos espaços de dimensões menos ostensivas e com maior busca de conforto que chegaram depois, o mapa de lugares a visitar é de geografia vasta e cruza povos, culturas e épocas. A viagem que hoje o Expresso propõe é um primeiro caminho possível por entre este universo. Foca essencialmente palácios reais (uns deles residências oficiais, outros de verão ou inverno) que estão hoje musealizados em solo europeu para lá das fronteiras portuguesas. Deixa de fora antigos palácios reais nos quais se instalaram museus (como o Ermitage, em São Petersburgo, ou o Louvre, em Paris) assim como residências associadas a sedes de monarquias reinantes (como Buckingham em Londres ou os palácios reais em Oslo ou Estocolmo). Os palácios portugueses ficam igualmente agendados para outra ocasião... Embarquemos nesta viagem, então... Palácio após palácio... Num percurso que parte da Península Ibérica e caminha em direção do oriente...

A cerca de 45 quilómetros de Madrid, o grande Mosteiro do Escorial esconde em si um pequeno palácio real. Local de fé e culto, foi mandado construir por Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) em finais do século XVI. Espaço austero, desde o local escolhido às linhas exteriores do próprio edifício, o Escorial albergou sobretudo um mosteiro, uma grande biblioteca, uma escola, um lugar de último repouso para restos mortais de monarcas espanhóis e uma zona residencial que Filipe II habitou. Essas salas, com decoração despojada, que correspondem ao “palácio real” propriamente dito, ficam situadas por detrás da basílica. O rei, no fim da sua vida, assistia à missa a partir de uma varanda junto ao seu quarto.

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