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Podem as Linhas de Torres tornar-se uma grande atração turística? Há 1,5 milhões de euros para tornar o sonho realidade

A Rota Histórica das Linhas de Torres obteve 1,5 milhões de euros de financiamento comunitário para investir na atração de turistas àquele património, disse hoje o seu presidente, a três dias do Dia Nacional das Linhas de Torres.

A Rota Histórica das Linhas de Torres obteve 1,5 milhões de euros de financiamento comunitário para investir na atração de turistas àquele património, disse hoje o seu presidente, a três dias do Dia Nacional das Linhas de Torres.

O presidente da Rota Histórica das Linhas de Torres - Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras, José Alberto Quintino, disse à agência Lusa que o Turismo de Portugal aprovou duas candidaturas, atribuindo um financiamento de 800 mil euros.

Um consórcio de vários municípios portugueses, do qual fazem parte os associados da rota, candidataram-se à linha de financiamento destinada a valorizar o interior do país, propondo a criação da Rede das Invasões Francesas a Portugal.

O financiamento obtido vai ser aplicado na qualificação da oferta, na capacitação dos recursos, na promoção do produto turístico e na inovação da própria rede.

A Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras viu também aprovada pelo Turismo de Portugal uma outra candidatura para promover as Linhas de Torres junto da comunidade infanto-juvenil e das comunidades locais e para reforçar os seus meios de promoção.

As Linhas de Torres vão também beneficiar dos 710 mil euros resultantes da aprovação de uma candidatura de entidades portuguesas e espanholas, entre elas a rota, ao programa Interreg para a criação de uma rota transfronteiriça em torno da temática das invasões francesas.

Até 2021, vão trabalhar em parceria para proteger e valorizar o património cultural e natural das invasões francesas e da Guerra Peninsular enquanto fator de desenvolvimento dos respetivos territórios, criar em torno desse património um produto turístico e dinamizá-lo através de recriações históricas e outros eventos temáticos.

Para assinalar este ano o Dia Nacional das Linhas de Torres, 20 de outubro, a rota vai lançar a revista "Invade", com periodicidade semestral e com distribuição junto dos postos de turísticos do seu território, para melhor promover o património, anunciou a associação.

Em 2010, ano em que se comemoraram os 200 anos da construção das linhas defensivas, foram inauguradas obras de recuperação, a que foram sujeitas, e centros de interpretação, um investimento estimado em cerca de seis milhões de euros.

Em 2014, a empreitada de desmatação, recuperação e reabilitação dos fortes venceu o prémio Europa Nostra, na categoria "Conservação", e a Assembleia da República instituiu o 20 de outubro como o Dia Nacional das Linhas de Torres.

Em março deste ano, foram classificados como Monumento Nacional os 114 fortes e estradas militares que integram as chamadas Linhas de Torres Vedras, que recebem por ano pelo menos cerca de 10 mil visitantes.

As Linhas de Torres Vedras foram construídas sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, para defender Lisboa das forças napoleónicas entre 1807 e 1814, durante a Guerra Peninsular.

A Associação da Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras é composta pelos municípios de Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.