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O emprego de Aimée Johnston é recomendar livros no paraíso

Conheça a livraria Barefoot, nas Ilhas Maldivas

Jenvmy

As ilhas paradisíacas são assim chamadas por várias razões: os dias solarengos, as praias de águas cristalinas, as horas longas. As mais de mil ilhas que compõem as Maldivas são um dos melhores exemplos de como, na terra, o paraíso existe mesmo. Todos os anos é um destino predilecto para milhares e milhares de pessoas. Mas o paraíso estava incompleto, inacabado, faltava-lhe algo para atingir uma harmonia plena que pudesse emprestar a todos os turistas que, dia após dia, lá a esperavam encontrar. Faltavam livros.

O nome é sugestivo o suficiente: Barefoot Bookshop. Ou, numa tradução livre, Livraria Pés Descalços. Mais do que sugestivo, é um nome mais do que apropriado para a livraria que foi criada num resort de luxo localizado na ilha, uma parceria entre o dono do hotel e uma empresa de curadoria literária. Isto porque os turistas, entre o scuba dving e as sestas intermináveis, queriam aproveitar o tempo do paraíso para ler, a actividade que o tempo apertado da vida real não permite durante o resto do ano.

Aimée Johnston, 26 anos, adorava o emprego que tinha nessa mesma apertada vida real: trabalhava como publicitária na editora Penguin Random House, em Dublin. Mas quando soube que tinha sido escolhida para gerir a livraria do paraíso, fez as malas e não pensou duas vezes. Como explicou ao site da BBC, o seu trabalho é de uma grande responsabilidade, mas sempre lúdico e relaxado: “Por toda a gente que visita a ilha estar de férias, têm tempo para falar comigo sobre os seus escritores favoritos, os seus livros favoritos, e eu adoro combinar esses gostos e apresentar-lhes um livro que não conhecem. A melhor parte do trabalho é quando um hóspede volta à livraria porque sentem que têm de me falar de um livro que acabaram de ler.”

Quando não está a trabalhar, Aimée aproveita a ilha, transforma-se num dos turistas que aconselha todos os dias, uma visitante das praias luminosas e praticante ávida de scuba-diving. Porque aquele suprassumo do prazer e do lazer ancorado no Oceano Índico só precisava de livros e de quem os conhecesse para ficar completo.

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