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Rio Douro, vinhos e Caminhos de Santiago são as prioridades do Turismo do Norte

No dia em que toma posse como presidente da Comissão Executiva da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins diz que escolherá como prioridades produtos que sejam comuns à região Norte

A identidade europeia também se forjou nos caminhos de Santiago

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O rio Douro e os vinhos, a estrada EN2 que atravessa vários municípios, os Caminhos de Santiago e a gastronomia são os produtos que o novo presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) quer privilegiar.

Em entrevista à agência Lusa, no âmbito da tomada de posse esta terça-feira enquanto presidente da Comissão Executiva da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins assume que quer "juntar" e "unir" a região Norte e que não está para "criar divisões entre territórios", desvendando que vai privilegiar os produtos que consigam ser "transversais" na região e que sirvam para juntar vários municípios e dar escala ao Norte.

"O Douro e toda a temática relacionada com o vinho, mas também o projeto (...) da Estrada Nacional 2 (EN2) que percorre vários municípios, (...) os Caminhos de Santiago e tudo o que estiver relacionado com a gastronomia, são tudo produtos que são transversais ao território e que eu irei dar, sem dúvida nenhuma, prioridade", assumiu Luís Pedro Martins.

O novo presidente da TPNP, que foi a eleições no dia 18 de janeiro com lista única, toma hoje posse da função de presidente da Comissão Executiva da TPNP, para um mandato cuja duração são cinco anos, numa cerimónia agendada para as 17:00, no Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo, e onde se prevê a presença da secretária de Estado do Turismo e do presidente do Turismo de Portugal.

Da equipa de Luís Pedro Martins fazem parte o vice-presidente Inácio Ribeiro (PSD), ex-presidente da Câmara de Felgueiras, e o vogal Vítor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura.

João Manuel Esteves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, é o presidente da Mesa da Assembleia Geral da TPNP e Ângelo Manuel Moura, presidente da Câmara de Lamego, vai ser o secretário da Mesa da Assembleia Geral.

Para o Conselho de Marketing fazem parte a AETUR, município de Macedo de Cavaleiros, Termas de Vizela, HT Douro, Invest Braga, Taipas Turitermas e Associação de Comerciantes do Porto.

As eleições do passado dia 18 de janeiro foram antecipadas na sequência da detenção, em outubro, e prisão preventiva do anterior presidente da TPNP, Melchior Moreira, no âmbito de uma investigação da Polícia Judiciária designada por Operação Éter.

Melchior Moreira foi destituído da função de presidente da Comissão Executiva da TPNP e está em prisão preventiva no âmbito da Operação Éter, uma investigação que ainda está em curso e que está a investigar uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública.

Entretanto, Luís Pedro Martins adiantou ainda à Lusa que os funcionários da Turismo Porto e Norte que são arguidos no âmbito da investigação policial Operação Éter vão manter-se nas mesmas funções diretivas, porque as medidas de coação o permitem.

"As pessoas que foram suspensas de funções obviamente não poderão estar aqui, que é isso que decorre da pena. As que estão apenas como arguidas, mas a quem as autoridades permitiram trabalhar continuarão a trabalhar", disse à Lusa Luís Pedro Martins.

Para além do ex-presidente Melchior Moreira, que foi detido a 18 de outubro pela Polícia Judiciária e está a aguardar julgamento em prisão preventiva, no âmbito da investigação Operação Éter foram detidos outros funcionários da TPNP, designadamente Isabel Castro, diretora operacional e suspensa de trabalhar, Gabriela Escobar, jurista naquela entidade, João Agostinho, empresário de Viseu e Manuela Couto, administradora da W Global Communication (antiga Mediana).

Luís Pedro Martins acrescentou que há quatro funcionários arguidos no âmbito da Operação Éter que não foram suspensos pelas autoridades e que "merecem total confiança", mantendo-se para já nas funções diretivas que desempenhavam até serem constituídos arguidos.

O novo presidente da TPNP, Luís Pedro Martins, eleito a 18 de janeiro na sequência de prisão preventiva do seu antecessor Melchior Moreira, garante que dará "obviamente toda a colaboração a quem está no terreno a investigar" e responderá a "tudo aquilo que lhe for pedido e solicitado no âmbito da Operação Éter".

"Em relação ao dia-a-dia na entidade [de Turismo TPNP], não vale a pena esconder que há algum mau estar, alguma desmotivação por parte das pessoas", observou Luís Pedro Martins, assegurando, todavia, que independentemente de haver ou não uma investigação policial em curso, a sua prática deixa-o descansado porque vai atuar com "transparência total".

"Independentemente de haver agora, ou não, uma investigação policial, aquela que será a minha prática deixa-me perfeitamente tranquilo, porque defende a transparência total em todos os processos" e a "observância total da lei", acrescentou o novo presidente da TPNP, eleito para um mandato de cinco anos, alegando que a partir do momento em que é o presidente, acredita que os seus colaboradores irão fazer o que ele "determinar e da forma que determinar".

Na entrevista que deu à agência Lusa, Luís Pedro Martins sublinhou que o seu "primeiro objetivo será reorganizar a entidade e voltar a trabalhar a sua credibilidade" junto de todos os 86 municípios e agentes turísticos da região e "pôr em prática o projeto que é baseado em alguns pilares", como a "humanização da política de turismo", ou seja, orientar os vetores da competitividade do destino Norte para haver uma grande partilha dos "benefícios e das responsabilidades de cada um" para a inovação dos processos, serviços, organizações que estão no terreno alicerçada no conhecimento e inovação.

"O que eu quero é que haja uma definição de programas e de produtos e de serviços que rentabilize da melhor forma a oferta e que também desenvolva os recursos humanos da região", concluiu.

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