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Le Monumental Palace: o novo 5 estrelas do Porto faz jus ao nome

Depois de um processo atribulado, o hotel que Mário Ferreira projetou para ser “o melhor do Porto” abriu finalmente as portas e não defrauda as expetativas

D.R.

Quem quer que já tenha ficado num dos quartos do Hotel Intercontinental Porto – Palácio das Cardosas virados para a Avenida dos Aliados já sabe que é quase imbatível a vista para o “salão de festas” da cidade. Porém, o hotel de luxo instalado no antigo Convento dos Loios tem agora um rival à altura: no outro extremo da avenida, bem perto da Câmara Municipal do Porto, acaba de abrir portas o novo cinco estrelas da Invicta, o Le Monumental Palace, e o melhor elogio que se lhe pode fazer é que o adjetivo lhe encaixa na perfeição.

Situado no antigo palacete neoclássico que acomodou, no rés do chão, o emblemático Café Monumental – o maior de Portugal e considerado um dos mais luxuosos da Península Ibérica – e, por cima deste, uma pensão com o mesmo nome, o hotel é um sonho do empresário Mário Ferreira. Quando apresentou o projeto, há três anos, o dono da Douro Azul propôs-se fazer dele “o melhor hotel de cinco estrelas da cidade do Porto”, mas, já este ano, poucos meses antes da conclusão das obras, acabou por vendê-lo à francesa Paris Inn, que viu no imóvel uma oportunidade de expansão internacional da sua marca Maison Albar.

O histórico edifício de fachada neogótica abriu as portas em novembro e conta com 63 quartos e 13 suites, spa, piscina interior aquecida, ginásio, biblioteca e três restaurantes: o American, um bar com snacks e cocktails clássicos e de autor; o Monumental Café, com um menu ao estilo de uma brasserie francesa e que manterá a tradição de música ao vivo ao fim de semana; e o restaurante de alta cozinha Le Monument, de inspiração francesa (o menu de quatro pratos custa €85, a “seleção do chefe”, de seis pratos, €105). A cozinha é chefiada pelo gaulês Julien Montbatut, que conquistou uma estrela Michelin no Le Restaurant, em Paris, e quer repetir o feito agora no Porto.

A decoração do espaço, a cargo da dupla Artur Miranda/Jacques Bec, da OitoemPonto, não deixou nada ao acaso para recuperar a monumentalidade original do edifício projetado pelo italiano Michelangelo Soá em 1923. Não faltam chãos em mármores portugueses, alcatifas com desenhos únicos, candeeiros imponentes, enormes espelhos, detalhes em ferro forjado e objetos escolhidos em antiquário para reabilitar a atmosfera Art Déco e Art Nouveau da época. Até os corredores fazem lembrar carruagens do Expresso do Oriente.

Luxos que, claro, não estão ao alcance de qualquer bolsa: as tarifas para viajar nesta máquina do tempo começam nos €170/noite.

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