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A gripe ainda mata. A nova vacina vai resolver?

O vírus da gripe nunca foi tão conhecido, mas ainda mata em Portugal e no resto do mundo. Este ano há uma vacina mais completa, mas continua a ser necessário tomar precauções para evitar o contágio

Carlos Esteves

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Towfiqu Photography / Getty Images

Na edição de 21 de janeiro de 2017, o Expresso alertou neste mesmo espaço para os perigos do vírus da gripe: oficialmente, esse inverno estava apenas com um mês, mas para trás tinha ficado um dezembro com o maior número de vítimas mortais numa década em Portugal e uma primeira semana de 2017 que também já havia ultrapassado os recordes de anos anteriores. Tudo graças ao vírus da gripe A, concretamente a um subtipo denominado A(H3N2). Enquanto a nova época gripal (2019/20) se inicia — a campanha de vacinação começou oficialmente no passado dia 14 de outubro — há novos dados sobre o último período problemático de gripe em Portugal.

O relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe, referente ao inverno de 2018/19 e publicado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), aponta para “uma atividade gripal de intensidade moderada”. Apesar de o vírus estar relativamente limitado pelo contexto sazonal, o INSA estima que aconteceram “cerca de 3331 mortes atribuíveis a epidemia de gripe”, “na sua maioria adultos com idade superior a 65 anos”. Este número representa uma descida em relação à época passada, em que perderam a vida 3700 pessoas, mas esconde a maior taxa de letalidade do vírus em três anos: 30%. João Araújo Correia, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, sinaliza ao Expresso “a deslocação do período de incidência máxima da gripe para os primeiros meses do ano”, com especial foco na terceira semana de janeiro. Assim, “o número de óbitos tem-se deslocado para esse período”.

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