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Cientistas criam bactéria “que não existe” — e prometem revolução na saúde

Avanço científico tem potencial para transformar o tempo e os processos na produção de medicamentos e vacinas

Louis Reed / Unsplash

Criar um genoma que nunca existiu. A proeza foi alcançada por uma equipa investigadores da universidade técnica ETH, em Zurique: conseguiram construir um genoma sintético com base na bactéria Caulobacter crescentus — que, apesar do nome, é inofensiva e bastante usada por cientistas em laboratório.

A ideia foi simplificar essa bactéria com a ajuda de um algoritmo informático conservando intactas as suas funções. A equipa liderada pelos irmãos Mathias e Beat Chisten reduziu os genes da Caulobacter crescentus de quatro mil para 680: o resultado foi baptizado como Caulobacter enthesis — 2.0, um micro-organismo novo, uma “bactéria” que, na prática, não existe. Trata-se de “um enorme avanço, com potencial para revolucionar a biotecnologia”, que vai permitir economizar tempo e simplificar processos na produção de medicamentos, vacinas e outros produtos biológicos na área da saúde.

Os autores do trabalho vão mais longe e asseguram que, no futuro, existirão fármacos à base de “microorganismos sintéticos”, com moléculas totalmente produzidas em laboratório. No entanto, alertam para o “debate social” que terá de ser feito nesta altura, de forma a serem criados mecanismos que previnam “eventuais abusos”...

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