Perfil

Vida Extra

Dor crónica afeta mais mulheres do que homens em Portugal

A dor crónica é a segunda patologia mais prevalente em Portugal, onde se destaca a fibromialgia, em que as mulheres representam 80 a 90% dos diagnósticos e têm menos acesso a tratamento adequado

GETTY/ Iliana Mestari

A prevalência da dor crónica afeta mais mulheres do que homens em Portugal, tal como acontece na maioria dos países europeus. Neste grupo patológico — com um impacto global significativo para os paciente — sobressai a fibromialgia, doença em que 80% a 90% das ocorrências verificam-se em pessoas do género feminino.

Lombalgia, artrite reumatoide, osteoartrite, disfunção da articulação temporomandibular, dor ginecológica e celafeias assolam mais as mulheres que, apesar de representarem a maioria dos casos, “continuam a ter menos acesso ao tratamento", de acordo com os dados da International Association for the Study of Pain, explicados com “fatores psicossociais e biológicos, em conjunto com barreiras económicas e políticas ainda existentes”.

A presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), Ana Pedro, adverte para as “reconhecidas disparidades de género na saúde, nos cuidados médicos em geral e na gestão da dor em particular”. A dirigente apela para a necessidade urgente de eliminar a clivagem, “capacitando as mulheres para que elas se possam proteger e melhorar a sua saúde e qualidade de vida”, através de um acompanhamento “mais adequado”.

A dor crónica pode provocar morbilidade, absentismo, incapacidade temporária ou permanente, gerando elevados custos para as famílias e para o sistema de saúde.

Siga Vida Extra no Facebook e no Instagram.