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Noites mal dormidas? A culpa também é da genética

Dois estudos diferentes demonstraram existir uma relação entre genética e as insónias

Unsplash

O dia foi cansativo e mal pode esperar por chegar à cama e descansar. Enrolado nos lençóis fecha os olhos, mas não consegue dormir. As próximas horas passam-se a virar de um lado para o outro. Reconhece este cenário? Então, provavelmente sofre de insónias.

Este distúrbio é caracterizado pela incapacidade de adormecer ou de permanecer a dormir e estima-se que entre 10% a 20% da população mundial tem problemas crônicos de sono. O stress, o consumo excessivo de álcool ou substância psicoativas são algumas das causas da insónia, contudo, dois estudos publicados na revista científica Nature Genetics demonstram que a genética também está na base deste problema.

Num destes estudos, levado a cabo pela Universidade Livre de Amesterdão, foi comparado o genoma de 1.331.010 pessoas e os investigadores identificaram mais de 500 genes associados à insónia. Já no segundo estudo, do Instituto de Neurociência dos Países Baixos, foi possível relacionar 236 genes a este distúrbio.

Resta saber a forma como estes genes afectam o sono. Contudo, a pior consequência que as pessoas com este problema enfrentam não é apenas uma noite mal dormida: têm o dobro do risco de sofrer de doença coronária ou sintomas de depressão.

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