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Alzheimer: Laboratório pode ter encontrado a solução para travar em 61% o desenvolvimento da doença 

Limpar o cérebro de proteínas neurodegenerativas parece ser a solução para varrer progressão da doença de Alzheimer

GETTY

A nova técnica, desenvolvida pelo laboratório catalão Grifols, consiste em limpar o cérebro da acumulação de proteínas neurodegenerativas, designadas por beta-amiloides. O procedimento pode reduzir a progressão da doença de Alzheimer em 61%, quando aplicada a pacientes num estadio moderado, que necessitam de supervisão para as atividades do quotidiano.

Através da extração de plasma, “o efeito do novo tratamento é muito destacável”, salienta Óscar López, diretor do Alzheimer’s Disease Research Center da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos. “As descobertas abrem novas portas para a investigação de transtornos neurodegenerativos em adultos e podem oferecer aos doentes de Alzheimer uma nova modalidade terapéutica”, acrescenta o especialista.

A Organização Mundial de Saúde estima que, em 2030, esta patologia pode afetar mais de 75 milhões de pessoas a nível internacional. O porta-voz da Sociedade Espanhola de Neurologia, Guillermos García Ribas, frisa que “é a primeira vez, em quinze anos, que se obtêm resultados positivos através de um ensaio clínico multicêntrico na desaceleração de Alzheimer”.

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