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Vida Extra

Para uma vida melhor não basta dormir, é preciso dormir às horas certas

Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostra que é possível prevenir doenças cardíacas e diabetes regulando as horas de sono

Piotr Marcinski / EyeEm

Os malefícios da falta de sono têm sido amplamente destacados por neurologistas - como a que entrevistámos aqui - e é hoje claro que a falta dele está associada a uma menor esperança de vida. Mas dormir pode não ser suficiente, quando as rotinas são constantemente alteradas, o que é comum “em pessoas de todas as idades”, aponta a investigadora Jessica Lunsford-Avery, do Duke University Medical Center, em Durham, nos Estados Unidos.

Juntamente com três colegas de Durham, a investigadora concluiu que a irregularidade do sono está associada a atrasos no tempo necessário para adormecer, “aumentos de tempo de sono e sonolência durante o dia, e redução da exposição à luz solar”. Não foi encontrada relação entre a irregularidade e as horas de sono, o que não significa que não haja um padrão: as mais irregulares são, normalmente, pessoas que se deitam tarde e dormem mais do que a média durante a manhã.

“Validation of the Sleep Regularity Index in Older Adults and Associations with Cardiometabolic Risk”, o nome do estudo publicado na revista Scientific Reports, foi feito através da análise dos ciclos de sono de quase dois mil adultos, com uma idade média de 69 anos, usando a métrica criada pelos investigadores, o Índice de Regularidade do Sono.

A falta da chamada “higiene do sono” afeta o apetite e a digestão, o que potencia aumentos de peso e doenças cardíacas, como obesidade, hipertensão e diabetes. O stress e a depressão são outros dos motivos pelos quais é importante ter uma rotina horária e constante a ir e a sair da cama.