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A it girl da geração Z

Com as suas roupas largas, cores berrantes e logos XXL de marcas de luxo, a nova menina de ouro da pop subverte as regras de como uma artista feminina se deve apresentar. Mas em dezembro faz 18 anos e deixa o aviso: “Vou ser mulher. Quero mostrar o corpo”

Nelson Marques

Nelson Marques

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Jornalista

A cantora com uma das peças da coleção Billie Eilish x Bershka, com propostas que incorporam o seu estilo casual

Colaboração

Billie Eilish tem mamas. É certo que isso não deveria ser surpresa, mas pelos vistos a constatação foi suficiente para incendiar o Twitter em junho e merecer até destaque no site da CNN, apesar de ela ser menor. Bastou para isso à nova princesa da pop ter saído do autocarro de digressão para cumprimentar alguns fãs antes de um concerto em Nashville e um deles ter tirado uma foto em que ela surge de casaco aberto e num top branco básico. Eilish tem 17 anos e, apesar da súbita fama global, aquele foi o dia em que o mundo descobriu que ela tinha mamas. “Nasci com um ADN que me deu um peito grande”, disse à “Elle”, num artigo que será publicado na edição de outubro. É algo com que teve de lidar desde cedo. “Alguém com mamas mais pequenas podia usar um top e quando eu usava o mesmo top era tratada como uma vadia porque as minhas são maiores. Isso é estúpido. É o mesmo top!”

Seria, por isso, fácil (e simplista) dizer apenas que as sweaters e os calções oversize inspirados no streetwear que se tornaram uma das suas imagens de marca são uma armadura para desviar as atenções e não ser julgada pelas formas do seu corpo. As raízes são mais profundas e remontam à época em que entrou para uma companhia de dança e passou a estar rodeada “de raparigas muito bonitas”. Tinha 12 anos e começou a sofrer de dismorfofobia corporal, uma doença psicológica em que a pessoa acredita ter defeitos físicos que não tem ou possui num nível mínimo. “Foi provavelmente a altura em que me senti mais insegura. Não tinha confiança. Não conseguia falar ou sequer comportar-me normalmente. Não conseguia olhar-me ao espelho”, confessou à “Rolling Stone”.

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