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Vida Extra

Chegou a hora de abandonar a ‘fast fashion’, a bem do Planeta

“Mas há um mundo de decisões...” A crónica de Luís Pedro Nunes

Luís Pedro Nunes

Sei que não estou só. Basta entrar na secção de homem de uma grande loja para o constatar. Todos os verões costumo comprar um fatito de banho. Sinceramente, não sei porque o faço, dado que nas últimas duas décadas são todos variações sobre o azul escuro/verde tropa. Mas é um ritual como outro qualquer. Verão novo, fato de banho novo. E é tentador. Entro numa Zara ou outra do género e em início de julho já há saldos de verão no Hemisfério Norte. E a pouco mais de 10 euros tenho ao dispor uma panóplia de calções de banho copiados de marcas de luxo. Não sei se inconscientemente, nesta era de fotos nas redes sociais, o fato de banho ligeiramente diferente irá marcar as férias em imagens: este, com a risquinha lateral, são as de 2018, o de brilhantes as de 2019. Talvez. Mas, no que toca ao sexo feminino, usar biquíni novo é um imperativo categórico — de tal forma que os compram no próprio areal como bolas de Berlim. Ui. E nem vou entrar na estratégia de consumo feminina, pois há quem acumule 20 ou 30 e continue a comprar. A foto para o Instagram dita que se tenha um diferente a cada momento. A coisa tem uma lógica própria. Não estou a criticar, nem a dizer que todas a mulheres são assim. Há umas que são, outras que não. Não afiem já as facas.

Este ano, imbuído no espírito de querer passar a ser cada vez mais um consumidor ambientalmente consciente, decidi então que ia deixar de comprar um fato de banho anual. Olhei para os que tinha e nenhum me pareceu suficientemente digno para pegar na tocha de ser o calção vitalício, pelo que iria comprar um que iria durar uns bons anos: teria de ser à prova de modismos. Uma carga de trabalhos.

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