Perfil

Vida Extra

Made in China — a origem da roupa que vestimos

O mundo é uma gigantesca fábrica de roupa, onde Portugal vende mais do que compra e até as marcas que nos vestem são clientes

Jeff Sheldon / Unsplash

O que é que tem vestido? Não tem de responder; basta saber que as nossas roupas valem muito, muito dinheiro. Saiba também que, no início, as marcas que vestimos são tão clientes como nós. As principais têm fábricas próprias, por isso, assim que o design de uma peça é decidido, a encomenda é feita de modo a que a ideia possa ser materializada. Uma fábrica na China, por exemplo, pode fazer roupa para três ou quatro marcas diferentes que sejam concorrentes entre si. E quando dizemos fazer, estamos a falar em encontrar, receber e trabalhar a matéria-prima, e cortar e coser até uma forma final, que satisfaça a marca e, mais importante, nos vá satisfazer a nós. Para essa fábrica, a etiqueta que vamos espreitar quando estivermos às compras é apenas um pormenor.

No que diz respeito à viagem até à loja, a China surge destacada no primeiro lugar como o país do mundo que mais roupa exporta. Falemos em T-shirts: foram mais de 460 mil toneladas de T-shirts Made in China enviadas para outros países em 2018; quase 100 mil dessas toneladas foram parar aos Estados Unidos da América. A China, aliás, exporta mais roupa do que todos os países da União Europeia juntos. Seguem-se o Bangladesh e o Vietname, que, ao contrário da China, tem acentuado o seu crescimento no sector. Cerca de metade da produção de roupa mundial é feita na Ásia, algo que é explicado em parte pelos baixos salários praticados. No Bangladesh, o salário mínimo para um trabalhador da indústria têxtil é de 8 mil taka por mês, mais ou menos 85 euros, um valor aumentado o ano passado mas ainda assim longe dos 16 mil taka que os trabalhadores exigiram durante as negociações, o suficiente para necessidades básicas como casa, comida, educação e saúde na maior parte das cidades do país. No Paquistão, os funcionários da indústria ganham em muitos casos 90 dólares por mês, apesar de o salário mínimo nacional ser de 140 dólares.

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.

Siga Vida Extra no Facebook e no Instagram.