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À conversa com José Neves, o português mais poderoso do mundo da moda

Estudou numa escola de má fama do Porto, foi viver sozinho aos 13 anos e, aos 21, já tinha criado duas empresas. Numa longa conversa, o empresário que levou a Farfetch até à Bolsa de Nova Iorque fala dos planos para dominar a indústria da moda de luxo, desenvolver as lojas do futuro e erguer uma fundação para ajudar a tornar Portugal uma economia do conhecimento

José Neves, o português mais poderoso do mundo da moda e um dos homens mais ricos do país, está aos pulos como uma criança dentro do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. Minutos antes, ele aceitou sem hesitar recriar as famosas fotos de Philippe Halsman, que pedia às celebridades que fotografava que saltassem. O salto de Neves é uma metáfora do sucesso da sua empresa, a Farfetch, que arrancou há uma década no meio da pior crise financeira desde a Grande Depressão e é hoje um gigante global da moda de luxo, com vendas que superaram os 1,2 mil milhões de euros em 2018 (um crescimento de 55% em relação ao ano anterior) e mais de 3000 funcionários em dez países. A assessora que acompanha o empresário, porém, não está convencida com a foto e insiste para que não a publiquemos. Há quatro anos, quando a Farfetch entrou no restrito clube das startups avaliadas em, pelo menos, mil milhões de dólares, Neves, de 45 anos, um homem discreto que segue a filosofia budista, ainda dispensava mediadores na sua relação com a imprensa. Mas isso foi antes de ter chegado à Bolsa de Nova Iorque, onde a Farfetch vale agora mais de 7 mil milhões de euros, fazendo dele, que tem cerca de 15% do capital, um multimilionário. Este não é o tempo de arriscar um passo em falso. Muito menos um salto.

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