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Chanel acaba com uso de peles de animais exóticos nas suas peças

Marca de renome internacional segue os passos de Gucci e Armani. A associação PETA festeja, mas pede mais a marcas de luxo como a Louis Vuitton

epa

A Chanel, empresa francesa especializada em alta-costura, deixará de produzir peças de vestuário e acessórios feitos de pele de animais bem como peles de couro como crocodilo, lagarto e cobra. O anúncio foi feito esta terça-feira, dia 4, pela própria marca — uma decisão tomada, em parte, por não ser possível obter peças que atendam aos princípios da empresa.

"Na Chanel, estamos continuamente a rever as nossas cadeias de fornecimento para garantir que atendam às nossas expectativas de integridade e rastreabilidade. Neste contexto, a nossa experiência é que se está a tornar cada vez mais difícil obter peles exóticas que correspondam aos nossos padrões éticos", afirma uma porta-voz da marca à CNN.

Na rede social Instagram, a associação de proteção de animais People for the Ethical Treatment of Animals ( PETA) festejou a atitude tomada pela Chanel.

"Por décadas, temos pedido à marca para optar pela moda luxuosa e livre de crueldade para que nenhum animal tenha que sofrer e morrer. E agora é hora de outras empresas, como a Louis Vuitton, seguirem o exemplo", disse Tracy Reimen, vice-presidente executiva.

Em outubro de 2017, o CEO da grife italiana, Marco Bizzarri, revelou que a Gucci iria remover a pele de todas as suas coleções, inclusive as que estavam no mercado. Também em 2016, o designer italiano Giorgio Armani anunciou que as suas marcas acabariam com o uso de peles. Vivienne Westwood, Calvin Klein e Ralph Lauren são igualmente livres de peles nas suas criações. Karl Lagerfeld é o diretor criativo da Chanel desde 1983.

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