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Ler ao sabor de outros saberes - quatro livros de gastronomia a não perder

Resgatar um pedaço da nossa história gastronómica, biografias cozinhadas com sabedoria, vinhos sem preconceitos e queijos que nos prolongam a memória são temas e palavras sábias que marcam este final de ano. Quatro livros incomuns de leitura obrigatória

O que aconteceu a Maria Emília Cancella de Abreu? A pergunta foi titulada com dramatismo e cariz temerário por Edward Albee acerca de Virgínia Wolf, num sucesso teatral que marcou o início da década de 60. A paráfrase aplica-se agora aqui graças à pertinência da obra “Códice de Sabores Português”, onde a jornalista Fátima Iken transporta para livro o exercício académico de analisar a importância da revista “Banquete” na codificação daquilo que hoje percecionamos como ‘cozinha tradicional portuguesa’.

A peça de Albee estreou em 1962, e, ao analisar a personalidade complexa de Virgínia Wolf, critica os conceitos de casamento, família e sucesso numa sociedade conservadora como era (é) a norte-americana. Em Portugal, o panorama social contemporâneo não andava longe dessa realidade teatralizada, mas o percurso de Maria Emília Cancella de Abreu foi a antítese de tudo isso. Ao fundar a revista “Banquete”, em 1960, sob o patrocínio da empresa Gazcidla e os auspícios do Estado Novo, iniciava-se um percurso longo e rico, que durante 14 anos consecutivos (1960-1974) trouxe aos leitores a primeira publicação regular sobre gastronomia.

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