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Vida Extra

Entrevista a Álvaro Castro, um dos produtores do Dão mais elogiados pelos críticos

O reconhecimento até começou fora de Portugal, tendo contribuído para a recuperação da boa fama que a região perdera há décadas. Uma conversa para saborear em plena época das vindimas : “A nossa propriedade é o que não nos podem roubar. De resto, tudo é copiável”, diz-nos

Álvaro de Castro faz vinhos com criatividade, mas sempre respeitando as características do lugar. O lugar é a Quinta da Pellada, no Dão. Entre as serras da Estrela, do Caramulo e do Buçaco. E já pertencia à família desde sempre. Ou seja, pelo menos desde o século XVI. Era um rapaz de Lisboa quando a seguir ao 25 de Abril respondeu ao ultimato do pai, que tencionava vender a propriedade familiar caso ninguém estivesse disposto a dedicar-se à produção de vinho. Sempre lá passara férias, desde que se lembrava. E acabou por descobrir grandes vinhos do mundo na garrafeira do pai, ali mesmo na quinta. Eram tintos e brancos antigos, produzidos no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, em Nelas. Tem a esperança de que o Dão venha a ser uma das melhores regiões de vinhos do mundo. E acha que ainda vai fazer a sua obra-prima, se São Pedro deixar.

Quantos anos tinha quando provou vinho pela primeira vez?

Ai, isso é que eu já não lhe posso dizer. Mas era muito novo. Vivi com aquilo desde sempre. Ia para lá nas férias e os meus pais e os meus avós já tinham a propriedade. As vinhas eram uma coisa com a qual crescíamos. Embora não lhe possa dizer: “Eu bebi vinho com três anos.” [risos] Mas é natural que tivesse experimentado qualquer coisa muito cedo. E, como para todas as crianças, aquilo ao princípio se calhar não era uma coisa muito agradável.

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