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Vida Extra

Doces perfeitos. A arte de bem fazer bolo-de-arroz, canelés de Bordéus e pão-de-ló japonês em Lisboa

Há saudade, tradição e história a cruzar Lisboa com três especialidades de pastelaria

Tal como na canção de Chico Buarque, ‘Com Açúcar, Com Afeto’, há quem confecione o seu doce predileto só para nos aproximar de ‘casa’. É o sabor transformado em âncora e que nos ajuda a fundear as saudades de um momento ou de um lugar. E, hoje, vive-se um período invulgar quanto à diversidade de oferta gastronómica. Chegam-nos especialidades de origens diversas, mas que nem sempre têm a matriz identitária que as fizeram ser consideradas ‘especiais’. Algumas são autênticas novidades por cá e outras apenas o retomar de algo que se havia perdido na evolução, ou na erosão do gosto. Encontrámos três exemplos no mundo da pastelaria onde o preceito de fazer bem feito quer manter os sabores passados bem presentes.

O primeiro encontro leva-nos a uma praça de aspeto rural, rodeada de casario simples. A atmosfera inerte de uma noite útil de julho não deixa que o mais leve sussurro lhe interrompa o mutismo. Em poucas voltas a minutagem dos relógios deixará os ponteiros em ângulo reto, anunciando as 3 horas da madrugada. Eruptiva à nossa vista está uma chaminé de tijolo refratário, assinalando a porta a que devemos bater. Um padeiro dá-nos acesso ao local discreto onde o bolo de arroz vem sendo recuperado de um longo ocaso pasteleiro, devolvendo-o ao seu esplendor. O obreiro do que aqui se faz é Mário Rolando, formador experiente na área da panificação, que há cerca de um ano (re)lançou esta e outras especialidades na Padaria da Esquina.

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