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Ferran Adrià e a importância de ser feliz. Leia o que o chefe que controlou o El Bulli tem para dizer

Várias vezes considerado o melhor cozinheiro do mundo, Ferran Adrià, que esteve à frente do restaurante El Bulli durante mais de 30 anos, garante que nunca se sentiu inebriado pela fama, uma droga que considera mais perigosa do que a cocaína

Passaram-se oito anos desde que o mítico restaurante El Bulli encerrou e que, apesar de abrir apenas durante seis meses por ano, chegou a ter uma lista de espera de dois milhões de pessoas. Sim. Leu bem. Dois milhões de potenciais clientes que, garante Ferran Adrià, estavam dispostos a pagar milhares de euros para ter o prazer de provar o menu do restaurante, situado numa pequena baía do local remoto que é Roses, em Cala Montjoi, algures entre Barcelona e Girona. “Chegaram a oferecer-nos um milhão de euros para cozinharmos em casa de alguém, durante um dia”, contou ao Expresso durante a sua recente visita a Portugal, a propósito do Congresso de Gastronomia da Estrella Damm. “Mas não aceitámos, claro, porque não era essa a nossa missão no El Bulli”, completa.

Difícil foi a decisão de encerrar o espaço — considerado uma escola de cozinha e vencedor, cinco vezes, do título de melhor do mundo por “The World’s 50 Best Restaurants” —, por onde passaram muitos chefes que hoje comandam os destinos de restaurantes de topo, um pouco por todo o mundo, entre os quais os portugueses José Avillez, Vasco Coelho Santos, Nuno Mendes ou Frederico Ribeiro. Ainda assim, Adrià garante que o último dia não foi triste. “Foi um dia de celebração das vitórias”. Para o chefe, o importante foi perceber que, ao longo de décadas, El Bulli foi um projeto que serviu para “abrir caminhos e para romper com o instituído”, vanguardista também, mas que um dia chegou ao limite. “Deixámos algumas raízes e algumas sementes. E começámos uma nova história”, salienta.

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