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Vida Extra

No Meat Me mete-se a carne toda no assador

O novo restaurante do grupo Sea Me, em Lisboa, serve carnes premium num ambiente requintado. Mas também há propostas saídas do mar

O interior do Meat Me

D.R.

O nome já revela quase tudo, mas para aqueles que não dominam a língua inglesa há um enorme touro suspenso logo à entrada que desfaz qualquer equívoco (calma, é só uma escultura!): no Meat Me, a nova steakhouse especializada em cortes e carnes maturadas do grupo Sea Me, a carne é a estrela do cardápio.

Há-a para todos os gostos e feitios: do Chile, chega a raça wagyu, considerada a melhor do mundo, aqui servida num bife da vazia com osso; da espanhola bodega El Capricho de José Gordon, tido como um dos melhores produtores do planeta, vem o chuletón de boi, um dos ex-libris da casa; e de Portugal chega, entre outras propostas, o tomahawk de porco preto de Montaraz, no Baixo Alentejo, outra originalidade do espaço.

A ementa está dividida por animais (bovinos, porco e aves) e, caso hesite sobre qual escolher, há um sommelier de carnes pronto a ajudá-lo. Um só jantar não chegaria para provar tudo, pelo que depositamos a nossa confiança nas mãos do jovem chef Tomás Pires, discípulo de Aimé Barroyer. Depois do couvert – um cesto de pão de mistura artesanal, focaccia e flatbread, acompanhados de manteiga de cabra e um creme de gordura de porco preto e escamas de sal –, chegam à mesa três das dez opções de entradas: carpaccio de carne maturada durante 180 dias com azeite e queijo de São Jorge com 36 meses de cura; aba de novilho crocante com maionese de alcaparras, a versão Meat Me do tradicional croquete; e tártaro de atum, dos melhores que este escriba já provou.

O início é auspicioso e a barriga de leitão servida logo a seguir não defrauda as expectativas, embora não faça esquecer a vontade de nos fazermos à estrada em direção à Mealhada. Antes da sobremesa, um creme queimado de baunilha, framboesas e gelado de pistachio, sobra ainda tempo e espaço no estômago para o chuletón de boi El Capricho e para os carabineiros com aioli picante, um dos três pratos principais saídos do mar (há ainda polvo barbecue e atum “chimichurri”).

No final da refeição – ou no início, enquanto aguarda pela sua mesa – vale a pena subir ao piso superior e experimentar um dos cocktails criados por Vasco Martins. São argumentos mais do que suficientes para justificar uma visita ao novo restaurante do grupo Sea Me (proprietário do espaço homónimo e ainda do Prego da Peixaria e da taberna asiática Soão) e que prometem transformá-lo num dos destinos de eleição da capital.

MEAT ME Rua Duques de Bragança, 9, Lisboa. Preço médio: €50/pessoa

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