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À grande e à francesinha

Bela, recatada e do bar: assim é a mais picante iguaria portuense. O Expresso nos templos da sagrada francesinha

d.r.

No dia seguinte ninguém morreu esfaimado. As profecias do apocalipse falharam. O mundo não findou em 2000, ano em que, no Porto, um homem teve a revelação. Amadeu não tinha um sonho, mas tinha uma fome dos diabos. Apetecia-lhe algo excecionalmente bom. Não era um chocolate, era o snack mais famoso da Invicta. A ideia encontrou o escolhido sentado à mesa, num divinal repasto partilhado com os seus discípulos, naquela que não haveria de ficar para a história como a última ceia do grupo de convivas entregues, prazerosamente, ao pecado do colesterol. “Estava com uns bacanos — devotos do deus Baco — quando alguém disse, informalmente: ‘devíamos criar a Confraria da Francesinha’”, recorda Amadeu, fundador desta sociedade, mais ou menos secreta, eclética, popular e feminina como o tradicional pitéu, atualmente com mais de 2900 apóstolos. “Ninguém sabia muito bem como se fazia. Ficámos a olhar uns para os outros e eu pus mãos à obra. Fui pesquisar, vi que, de facto, não existia nada e comecei a escrever os estatutos, com uma ajudinha do [historiador] Hélder Pacheco”, eternizando assim as gastronómicas escrituras, explica, ao Expresso, o “zelador-mor”.

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