Perfil

Vida Extra

Entrevista a Gwendal Poullennec, o senhor Michelin

Aos 38 anos, o jovem gestor que trabalha desde 2003 nas equipas do guia “Michelin” conhece a casa como poucos. Em setembro assumiu a direção mundial das 32 edições do famoso guia. E diz que Portugal está a caminho de estar entre os melhores

Fortunato da Câmara

Os anúncios publicados recentemente a recrutar inspetores pedem menos anos de experiência em hotelaria do que os anteriores. O seu próprio percurso dentro da Michelin é incomum, pois chegou à direção mundial do guia sem ter um perfil clássico ligado à hotelaria. O perfil dos inspetores está a mudar?

Nas nossas equipas temos perfis muito diferentes. São pessoas que foram sommeliers, diretores de restaurante, chefes de cozinha, diretores de hotel. Há uma grande diversidade de profissões e de culturas. Nunca fiz o inventário de todas as especialidades, mas temos pessoas com muita experiência. No meu caso, tive pequenas experiências em hotelaria nomeadamente no grupo Accor. Sempre fui um apaixonado por gastronomia e entrei para a Michelin porque queria trabalhar no guia e no seu desenvolvimento internacional. Não tenho de facto o perfil clássico do inspetor, mas em contrapartida tive a oportunidade de ser ‘formado’ por inspetores consagrados em todo o tipo de cozinha, e de ter acesso a mentores de grande nível. Paradoxalmente tive a grande sorte de em 15 anos conhecer todos os países onde o guia é editado e todas as equipas. E tive também a sorte de ser envolvido em todos os aspetos do projeto, desde a área digital, até aos aspetos profissionais do trabalho dos inspetores, da organização e do crescimento internacional. Agora faço o cruzamento de todas estas competências e coloco-as em prática.

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.