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Grande ajuda: A inteligência de uma nova app que é uma simples lista de coisas a fazer

Na crónica “Futuro Extra” da semana, Lourenço Medeiros fala de como foi conquistando pela To-Do, nova aposta da Microsoft

Assim mostro a sobriedade e alguma funcionalidade, sem perder a minha privacidade

Assim mostro a sobriedade e alguma funcionalidade, sem perder a minha privacidade

Lourenço Medeiros

É para mim uma verdadeira surpresa que me apeteça escrever sobre uma aplicação de To Do. É daqueles temas que tinha mesmo que deitar cá para fora, tornou-se parte do meu dia a dia num instante, e tinha que escrever a experiência. Já usei muitas agendas, muitas listas de compras e de coisas para fazer, de umas gosto das funcionalidades, de outras do desenho. Grande parte das aplicações que escolho ficam comigo algum tempo simplesmente porque são esteticamente agradáveis, é um aspecto a que sou especialmente sensível. Sou relativamente desorganizado e bastante esquecido, portanto, procuro sempre algo que me ajude a melhorar a produtividade.

Não vou enumerar as muitas apps gratuitas e pagas que por aqui passaram, mas de repente surgiu-me uma ajuda preciosa. Onde eu menos esperava, se calhar injustamente, aparece este programinha sóbrio, sólido, com tudo o que eu quero e mais.

Imagens da Microsoft: só ponho aqui a lista do que me falta fazer se quiserem ajudar

Imagens da Microsoft: só ponho aqui a lista do que me falta fazer se quiserem ajudar

Chama-se simplesmente To-Do, da Microsoft. Claro que é preciso ter uma conta da Microsoft, mas é completamente gratuito e vale a pena por si. Se quiser ter a conta para o usar e a sua vida for toda noutro universo, eu acho que já valeu a pena. Obviamente, se estiver integrado com as outras aplicações de produtividade da empresa, ganha ainda mais.

O que faz? Para já, listas de coisas “a fazer”, como é óbvio, listas que podem ser tão simples quanto queiramos ou complexas se assim entendermos. É uma das suas forças, adapta-se ao tipo de organização do utilizador. Se quer que a linha que diz “Tratar da fechadura de casa” seja só isso, será isso mesmo. Se quiser pode acrescentar lá dentro notas, ou pode definir alarmes, pode decidir que deve fazer parte da lista das coisas para hoje, além da lista dos afazeres domésticos.

Funcionalidades não faltam, mas sobretudo estas não se impõem se não as quisermos. Da mesma forma que não impõem a inteligência da máquina. Quando comecei a ver as primeiras sugestões de ações por parte da própria aplicação, pareceu-me intrusiva e comecei por rejeitar. Agora não quero outra coisa. Na mudança do dia, a To-Do pergunta se quero “rever”, e vamos lá a isso. Propõe então que acrescente ao próximo dia tarefas que estavam marcadas para fazer e que não foram terminadas, o que me permite, claro, dar como completas as que foram feitas e me esqueci de desmarcar. Até vai procurar correio electrónico que marquei como especialmente importante e pergunta se quero acrescentar como tópicos para as tarefas. A sério! Ainda por cima é uma aplicação muito recente e que está nitidamente a crescer e a aprender com os utilizadores.

Desde que não a estraguem, está no bom caminho para se tornar um sério assistente virtual. Na linha da nova política da Microsoft, funciona — e bem — em iPhone, em Android, em Mac, e convém não esquecer que também funciona em PC. Fundamental no meu caso, sincroniza perfeitamente entre todas estas plataformas. Num dia normal uso as quatro em mais do que quatro ecrãs diferentes e em todos tenho a To-Do sempre atualizada. É mesmo uma daquelas coisas que na sua dimensão pode contribuir para atrair seriamente utilizadores para os programas da marca. Sobretudo se conseguirem simplificar a relativa confusão em que estão. Coisas como este To-Do e as mais recentes soluções no Office, como o Teams, parecem ser muito bons passos nesse sentido.

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