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Ter sorte ou ser bom?

O filme ‘Match Point’ e a bola de Stefanos Tsitsipas, que deu ao mais jovem embaixador da Rolex a vitória no Estoril Open, são o ponto de partida da crónica ‘Sem Preço’ desta semana

A cena inicial do filme ‘Match Point’ de Woody Allen teoriza sobre a importância da sorte no destino que a vida nos reserva. O plano fixo sobre uma rede de ténis, que vai sendo atravessada por uma bola que circula nos dois sentidos, é acompanhado por uma voz-off que começa por citar o homem que disse preferir ter sorte do que ser bom, como sendo alguém que entende a vida profundamente.

A narração desenrola-se em torno desta ideia e reflete sobre o momento em que uma bola de ténis toca na rede e deixa em aberto, numa fração de segundos, a possibilidade de cair para o lado vencedor ou para o lado perdedor. São a sorte ou o azar que definem o desfecho, conclui a voz-off. Saindo da ficção de Woody Allen e entrando na realidade do jogo da final do Millennium Estoril Open, a 5 de maio, não há como saber se esta deambulação filosófica passou pela cabeça de Stefanos Tsistipas, no momento do match point que lhe deu a vitória.

A conquista do tenista grego no Estoril Open é mais um ponto somado na estratégia da Rolex nos patrocínios no ténis

A conquista do tenista grego no Estoril Open é mais um ponto somado na estratégia da Rolex nos patrocínios no ténis

A conquista (a primeira do tenista grego num court em terra batida) não encheu as medidas apenas à estrela ascendente do ténis mundial, que ocupa o 9º lugar da tabela ATP (Associação dos Profissionais de Ténis) e que muitos garantem ser o próximo número um. Para a Rolex (marca responsável pela contagem do tempo no Estoril Open) foi uma espécie de match point, que confirma a aposta em Stefanos Tsistsipas, um dos mais recentes (e jovens) embaixadores da marca de luxo, e na estratégia de reforço de patrocínios ao ténis.

À escolha do tenista grego de 20 anos, a marca de relógios soma a presença no Estoril Open, pelo segundo ano consecutivo, e prepara-se para se iniciar no Roland Garros, a 26 de maio. Em 2019, com a entrada no torneio francês, a Rolex completa a associação às quatro competições mais importantes do mundo, onde se estreou em 1978 com o patrocínio em Wimbledon, ao qual foi somando, mais tarde, o US Open e o Australia Open. Os pontos no ranking mundial, a tradição, o valor dos prémios monetários e a atenção mediática são o que minimizam o fator ‘azar’ e potenciam a vitória no retorno do investimento nestas provas.

A escolha das figuras que dão a cara pela marca é um processo que parece seguir o mesmo rigor e excelência com que o fundador da Rolex, Hans Wildorf, cria o primeiro relógio de pulso, em 1905, que em 1910 é o primeiro a receber a certificação suiça de precisão cronométrica. É também aos líderes que a Rolex se junta nos patrocínios. Roger Federer, o número um do ranking mundial onde Stefanos Tsitispas ocupa a 9ªa posição, encabeça a lista dos 15 tenistas que dão a cara (e o pulso) pela Rolex.

O Rolex Cosmograph Daytona Oyster em aço (€11.600), com mostrador de 40 milímetros, é o relógio usado por Stefanos Tsistsipas

O Rolex Cosmograph Daytona Oyster em aço (€11.600), com mostrador de 40 milímetros, é o relógio usado por Stefanos Tsistsipas

No passado, a marca de relógios já tinha provado que escolher os bons é meio caminho andado para a sorte, com uma galeria de embaixadores composta por lendas do ténis como Björn Borg, Jim Courier, Stefan Edberg, Chris Evert, Ana Ivanovic, Li Na, Justine Henin e Rod Laver. Este ex-tenista australiano de 80 anos, aliás, dá o nome a um dos muitos torneios patrocinados pela Rolex, a Laver Cup, que integra também o circuito de provas da Associação de Tenistas Profissionais.

São estas escolhas no ténis, a par com o apoio a outros desportos associados a um estilo de vida aspiracional (como o hipismo, o golfe, corridas de carros e vela) que contribuem para o estatuto de marca com melhor reputação no mundo, que vale à Rolex o primeiro lugar na lista do Reputation Institute, divulgada no início deste ano. A arte e a cultura (cinema, arquitetura e o programa de mentores e protegidos nas artes) e a ciência e a exploração (National Geographic, Rolex Awards e expedições subaquáticas e em montanhas) são as restantes áreas onde a Rolex aposta em termos de patrocínios e filantropia.

A inscrição ‘J’Adore le Tennis’ confirma a paixão do tenista, que começou a jogar aos três anos

A inscrição ‘J’Adore le Tennis’ confirma a paixão do tenista, que começou a jogar aos três anos

Rolex / Phillippe Boutefeu

O contrato com o grego que levou para casa a taça do Millennium Estoril Open foi assinado no ano passado e implica o uso do relógio no dia-a-dia, nos momentos de subida ao pódio, bem como nos encontros com a imprensa. No Millennium Estoril Open, dias antes da vitória, apresentou-se no lounge da Rolex com os seus 1 metro e 93 centímetros de altura e 85 quilos de peso equipados com camisola, calções e ténis da Adidas, outro dos seus patrocinadores a par com a Wilson. A camisola – com a inscrição ‘J’Adore le Tennis’ – confirma a paixão do tenista que começou a jogar aos três anos de idade, um prodígio que lhe corre nas veias. É filho de uma ex-tenista russa (Yulia Salnikova) e de um treinador de ténis, Apostolos Tsitsipas, que é quem o treina.

Com este contexto familiar, a escolha da Rolex foi tudo menos entregue aos desígnios da sorte ou do azar, que no filme ‘Match Point’ se decidem na fração de segundos em que a bola que toca na rede tomba para a frente ou para trás. Na cena inicial do filme de 2005, o jogo de tênis é uma metáfora do enredo e desfecho da história. O bom não é alguém que faz alguma coisa bem, mas é antes o oposto do mal, que repetido ao longo de toda a trama acaba por sair vitorioso, graças à sorte. Mas isto não tem nada a ver com o match point de Tsitsipas e da Rolex.

Pontos de venda: Torres Joalheiros, David Rosas, Ourivesaria Portugal (Lisboa), Pires Joalheiros (Braga) e Marcolino (Porto) https://www.rolex.com/pt_br/rolex-dealers/dealer-locator/portugal#near&location=portugal

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